17 de abril de 2012

CONTA-GOTAS...Notícias


Laurence Olivier, em filme de 1948, na
mais famosa adaptação da peça Hamlet

"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia".
(William Shakespeare – na boca do príncipe Hamlet)

1 – O reitor da Universidade de Uberaba – Uniube, Marcelo Palmério, reforçou pedido de intervenção no diretório municipal do PMDB, presidido por Eduardo Palmério, filho dele.
2 – Peemedebistas históricos e não históricos se juntaram para bater cabeça com o prefeito Anderson Adauto, em oposição explícita à decisão dele de adiar as decisões no PMDB com vistas a dar tempo para seu pré-candidato Rodrigo Mateus se tornar conhecido do grande público.
3 – Lideranças nacionais do PMDB admitem – ADMITEM, uma intervenção no diretório de Uberaba, num bate-cabeça com o prefeito, tido e havido como aliado do atual governo federal, que tem o PMDB na vice-presidência com Michel Temer.
MORAL DA HISTÓRIA --- Tem macaco velho da política local colocando os neurônios pra funcionar na tentativa de localizar o "X" da questão 
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INTERVENÇÃO
Oposição, aliados, inimigos e amigos íntimos - todo mundo da política e da imprensa de Uberaba de olhos arregalados para os lados do PMDB. A principal legenda do processo eleitoral de 2012 ainda tem tempo para acalmar os ânimos internos, antes do período de convenções, em junho, mas, pelo nível de fervura que alcançou, deve sofrer prejuízos irreversíveis.
PEDIDO FORMAL --- Gente com assento importante no partido garante que o pedido de intervenção no diretório de Uberaba não foi um mero papo ao pé do ouvido com o comando nacional do PMDB. “Foi oficialmente formalizado” – diz ele. “Os peemedebistas querem o PMDB de volta” – reforça.
EX-PRESENÇA ---- De outro lado, não se concretizou o anúncio feito pelo deputado federal e pré-candidato a prefeito Paulo Piau, de que o vice-presidente da República e presidente nacional licenciado do PMDB, Michel Temer, faria voo razante em Uberaba para a abertura do Seminário Brasil-Moçambique, que está sendo realizado na cidade até dia 19 de abril, quinta-feira.
ARTICULADORES --- Anúncio despertou atenções gerais nos bastidores políticos e na imprensa, em razão de as articulações sobre a suposta intervenção no PMDB estarem sendo atribuídas às mãos, pés, orelhas e corpo inteiro de Paulo Piau e Michel Temer. O deputado e pré-candidato a prefeito quer que o partido decida logo, quem será o escolhido, e portanto, nada de esperar que o pré-candidato do prefeito se torne conhecido e ganhe força numa disputa em convenção.

CASA NOVA
Presidente da OAB/Uberaba, Helder Batista, marcou presença dia 13 de abril, na OAB/MG, em Belo Horizonte, quando confirmou que as obras da nova sede da 14ª Subseção estão em fase adiantada, e que a inauguração vai mesmo acontecer no início de julho de 2012. Edificação está sendo erguida ao lado do prédio do fórum da Justiça, na avenida Maranhão, bairro Santa Marta.
DENOMINAÇÃO – Helder Batista defende que a via que surgirá no local com a implantação do Parque do Paço receba o nome de rua dos Advogados.

PARQUE DO PAÇO
Parque do Paço - Prefeito Anderson Adauto
apresenta o projeto aos moradores das redondezas
(Foto: Francis do Prado)
Por sinal, a criação do Parque do Paço – onde surgirão o fórum da Justiça e a sede da OAB, levou o prefeito Anderson Adauto a se reunir, dia destes, com os moradores das redondezas. Além de assinar a ordem de serviço para a construtora Nóbrega Pimenta iniciar as obras de drenagem e pavimentação, o prefeito apresentou o projeto aos moradores.
PRESERVAÇÃO ---- O Parque do Paço vai receber vias de ligação, com total infraestrutura, interligando as avenidas Pedro Salomão, Maranhão e Coronel Antônio Rios. A primeira etapa está orçada em R$ 3,2 milhões. A mata nativa será preservada e se tornará um parque de lazer, esporte e cultura.

TRANSFERÊNCIA
Governo do Estado de Minas Gerais vai mesmo assumir o Centro de Reeducação de Menores Infratores - Caresami, de Uberaba. Previsão é de que a transferência seja oficializada em junho de 2012. A encampação está acontecendo de forma gradual, sendo que esta semana, por exemplo, o governo estadual assumiu as despesas com alimentação, materiais de higiene, limpeza, e já começou a assumir a folha de pessoal.
PARCERIA --- Por sua vez, a secretária de Desenvolvimento Social de Uberaba, Eide Faria, afirmou que o município continuará assistindo crianças e jovens em cumprimento de medidas de ressocialização, e suas famílias, com a estrutura do município.
OS DOIS LADOS ---- Atualmente, o Caresami está com 78 internos e 65 agentes de segurança. Este número deve aumentar para 100 agentes, com equipe de apoio multidisciplinar formada por psicólogos e assistentes sociais, entre outros profissionais.

Tony Carlos - Exibindo seu novo local de trabalho
(Foto: Divulgação)
INFELIZ NO PMDB ---- Já o pré-candidato a prefeito do PMDB – também descontente com os rumos das articulações internas, vereador Tony Carlos, não se deixa abater.
---FELIZ NA RÁDIO
O também jornalista e radialista, que agora está agitando na Transamérica 93, 3 FM, comemora avanços na emissora. É que a grade jovem da Transamérica está ganhando três afiliadas nesse semestre, uma delas a de Uberaba. A Transamérica Pop já está no ar em Manaus, enquanto prepara as inaugurações em Uberaba e Macapá.
A VOLTA --- Com a estreia prevista para 1º de maio em Uberaba, a grade jovem da Transamérica marcará o seu retorno à região, onde a rede chegou a operar em 103.7 FM entre 1993 e 1994 (canal que desde 2009 é uma afiliada da Jovem Pan 2).

Franco Cartafina (à esq.) - Inspiração no jovem
secretário de Estado do Tocantins, Olyntho Neto
(Foto: Divulgação)
PLATAFORMA ---- Pré-candidato a vereador com DNA de dois conhecidos políticos de Uberaba – seus avós Silvério Cartafina e Teresinha Cartafina, o estudante de Direito, Franco Cartafina, faz movimentos que mostram seu entusiasmo. Fez voo razante lá pelos lados de Palmas, Tocantins, onde se encontrou com o secretário de Estado da Juventude, Olyntho Neto, posou para fotos e discutiu a importância de uma maior representatividade dos jovens em todas as esferas de governo.
OBJETIVO --- Sem tirar os olhos e ouvidos da terra natal, o pré-candidato pelo PRB - e presidente da ala jovem do partido, aproveitou para defender a criação da Secretaria Municipal da Juventude em Uberaba.

1ª  DESISTÊNCIA
Maurício Cecílio
(Foto: Divulgação)
Após garantir – e reafirmar várias vezes, que não abriria mão de sua pré-candidatura a prefeito pelo PSDB, o engenheiro Maurício Cecílio “jogou a toalha” – segundo revelou a jornalista Renata Gomide, na edição deste 18 de abril, quarta-feira, do Jornal da Manhã. A notícia do JM diz que, em carta aberta ao presidente do PSDB, Luiz Cláudio Campos, o ex-pré-candidato “diz textualmente que tentou, ao longo das últimas semanas, insistir na construção de um ambiente em que seu nome pudesse ser apreciado e cogitado pelo conjunto de forças que dá sustentação ao Governo Anastasia”.
TENTOU---Na carta, Maurício Cecílio “declara que mesmo ante a sua disposição e oferecimento, em momento algum pude participar de um debate produtivo e verdadeiro que estabelecesse critérios justos que levassem à melhor escolha”. E afirmou que, “não havendo espaço para o debate e ante a uma disputa interna alimentada por interesses pessoais”, optou por retirar-se do processo, para que o PSDB possa escolher o melhor caminho a trilhar no pleito deste ano.
SAMBA DO CRIOULO DOIDO
Na edição de 1º de março, Conta-Gotas usava o título acima para revelar a quantas andava a situação interna no PSDB. Maurício Cecílio estava, naquele momento, caindo das nuvens e percebendo que fora usado pelos “amigos” da oposição, que já não tinham tanto interesse na sua candidatura, visto que a mesma não pegava voo.
ÁGUAS MANSAS--- Lançado pré-candidato único do PSDB a prefeito de Uberaba, com promessas de apoio do governador e companheiro de partido, Antonio Anastasia, o diretor do Indi – Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais, e ex-secretário do governo Marcos Montes, parecia estar navegando em águas mansas, inclusive com o respaldo do próprio MM – deputado federal e presidente do PSD de Uberaba.
ATÉ QUE UMA CARTA NOS SEPARE ----- Porém, surgido das cinzas, em que se envolveu desde que perdeu a reeleição em 2010, o ex-deputado estadual Fahim Sawan decidiu balançar o barco tucano, e se lançou pré-candidato a prefeito. Daí, até a carta de “despedida” foi só questão de tempo.
ESTATÍSTICAS
Com a desistência de Maurício Cecílio, agora, são 20 os pré-candidatos à sucessão do prefeito Anderson Adauto. Tem mais novidades vindo por aí...
RECAPITULANDO
*PMDB - 5
Rodrigo Mateus, Paulo Piau, Tony Carlos, Roberto Velludo, Luiz Humberto Borges
_ A direção estadual do partido está tentando resolver a situação sem que alguém morra de infarto
_ Rodrigo Mateus é o nome defendido pelo prefeito Anderson Adauto pra desespero de muita gente da base aliada
*PSDB - 1
Fahim Sawan
_ Fahim Sawan bateu o pé depois que o partido já tinha lançado Maurício Cecílio
_ PSDB e seus aliados sonhavam com a desistência de Maurício, que agora se concretiza
*PR - 4
Paulo Mesquita, Almir Silva, Samir Cecílio Filho, Samuel Pereira
_ Vereador Samuel Pereira faz campanha explícita para seu colega de Câmara e radialista Almir Silva
_ O nome de Paulo Mesquita ganhou um impacto logo que anunciado, mas sumiu de repente
_ Consta que Samir Cecílio será o primeiro a se desincompatibilizar, já programando, para as próximas horas, deixar a presidência da Cohagra – Companhia Habitacional do Valedo Rio Grande
*PT - 2
Adelmo Carneiro Leão, Marilda Ribeiro Resende
_ Marilda reforça que é pré-candidata a prefeita (ou a vereadora)
_ PT trabalha só com o nome de Adelmo Carneiro
*PSB - 1
Antônio dos Reis Lerin
_ Pode ser, no final das contas, o nome da oposição, hoje liderada pelo presidente do PSD, deputado federal Marcos Montes. Os dois formaram dobradinha nas eleições de deputado em 2010
_ Lerin seria o “substituto” de Maurício Cecílio, se este desistisse
*DEM - 2
Itamar Ribeiro, Marcelo Borges
_ Os dois são vereadores
*PPS - 1
Edson Santana
_ Jornalista, radialista e cover de Raul Seixas
*PV - 1
Vicente Araújo Neto
*PSC- 1
Wagner Júnior
*PMN – 1
Antônio Carlos da Silva
*PDT - 1
João Franco


CULTURA EM VITRINE Fundação Cultural de Uberaba inova na divulgação de suas atividades. Vale a pena conferir o material que traz a agenda de eventos.


APROVADOS, ALELUIA!
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB,  divulgou neste 17 de abril, terça-feira,  o resultado preliminar da segunda e última fase do VI Exame de Ordem Unificado. Foram aprovados os candidatos que tiraram a nota mínima 6 na prova.
TRAJETÓRIA --- Os candidatos fizeram as provas desta última etapa no dia 25 de março, após terem sido aprovados na primeira fase (prova objetiva) do Exame, aplicada no dia 5 de fevereiro pela Fundação Getúlio Vargas. O prazo para recursos se inicia às 12h do dia 18 de abril e termina às 12h do dia 21 de abril.
EM UBERABA ---- Dos 329 bacharéis que fizeram a primeira fase do Exame de Ordem em Uberaba, 149 foram aprovados - cerca de 45%, portanto. Destes, 79 – ou 53%, venceram a segunda etapa, e vão receber a carteira da OAB. Em outras palavras, estão autorizados a exercerem a advocacia. No V Exame de Ordem Unificado foram aprovados 96 dos que fizeram provas em Uberaba,  portanto, 17 a mais do que agora. 
MORAL DA HISTÓRIA ---- Apenas 24% dos que se inscreveram e fizeram a primeira fase venceram a guerra.
COMEMORAÇÃO
Diretora do curso de Direito da Uniube, Andréa Queiroz Fabri, colocou o entusiasmo no papel e tratou de cumprimentar os professores da instituição pelos resultados do Exame de Ordem. De acordo com ela, foram aprovados 66,66% dos alunos e ex-alunos da Uniube que fizeram as provas.  “Parabéns a todos que colaboraram para mais essa conquista da Universidade de Uberaba” – diz ela.

PRÓXIMOS EXAMES DA ORDEM
VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 25/4/2012
Período de Inscrição 25/4/2012 a 6/5/2012
Prova Objetiva - 1.ª fase 27/5/2012
Prova prático-profissional - 2.ª fase 8/7/2012
VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 1/8/2012
Período de Inscrição 1/8/2012 a 17/8/2012
Prova Objetiva - 1.ª fase 9/9/2012
Prova prático-profissional - 2.ª fase 21/10/2012
IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 12/11/2012
Período de Inscrição 12/11/2012 a 26/11/2012
Prova Objetiva - 1.ª fase 16/12/2012
Prova prático-profissional - 2.ª fase 24/2/2013

 LISTA DOS BACHARÉIS QUE FIZERAM A PROVA EM UBERABA E FORAM APROVADOS NA SEGUNDA E ÚLTIMA FASE DO VI EXAME DA ORDEM
165091715, Ademir Francisco Da Silva Filho /
165008241, Alessandra Vieira Dos Santos /
165072828, Amanda Batista De Andrade /
165100959, Amanda Magalhães Martins /
165098980, Ana Laura Gomes Faria /
165048177, Anna Carolina De Sales /
165068112, Anna Tereza Castro Silva Ribeiro /
165102781, Antônio Carlos Alencar Alves /
165048921, Bruno Mateus Do Nascimento /
165064656, Cássio Adriano Corrêa /
165087354, Cássio Nogueira Januário /
165004448, Cristiano Diolino Dos Santos /
165030502, Damaris Tuzino De Rezende /
165056489, Daniel Henrique Brito Silva /
165027740, Debora Rodrigues Barbosa Da Silva /
165043819, Diego De Lacerda Dos Santos /
165102234, Diego Silveira Dutra De Souza /
165002944, Eduardo Silva Corrêa /
165062841, Eloizia Lima Dos Santos /
165096259, Érika Alcebíades Domingos /
165014270, Flávia Cristina Jerônimo Corrêa /
165005625, Gabriela Barbosa Teixeira /
165073101, Gabriela De Paula Silveira Custodio /
165028561, Grazielle Beatriz Pereira /
165100193, Gustavo Estêvão De Carvalho /
165100162, Iara Ferreira Silva Cruz /
165039367, Iolanda França Neta /
165108170, Jean Nogueira Lopes /
165102932, João Alberto De Almeida Rosa Júnior /
165052255, José Humberto Rodrigues Caetano /
165002945, Julie Arielle Oliveira Ribeiro /
165017763, Junior Sebastião Castanheira Rodrigues /
165115799, Kathrein Souza Costa /
165080079, Keila Cristina Alves /
165004660, Larissa Campos Mendes /
165065772, Leonardo Borges Martins /
165049375, Luis Mario Leal Salvador Caetano /
165038557, Luisa Resende De Abreu Oliveira /
165061318, Luiz Antônio Souto Júnior /
165002872, Luiz Otavio De Sousa Silva /
165092086, Marcelo Côrtes Machado /
165007148, Marco Fabio Prata Lima /
165055538, Marco Túlio Abdanur Gomes /
165034250, Mariana Gomes Lopes /
165103569, Marina Dutra Trindade /
165020843, Mateus Rodrigues Cardoso Ferreira /
165024320, Mayara Gotti Gonçalves /
165070221, Michelle Fernanda Pires /
165084604, Michelly Pereira Melo /
165005592, Milson Reis De Jesus Barbosa /
165046907, Nathália Hovsepian De Souza /
165059775, Nicolle Kathelin Candido Arabe Bernardes /
165050873, Olívia Cristina Costa De Moraes /
165060369, Priscila Alcino De Oliveira /
165106479, Rebecca Dias Mello /
165002681, Régia Aparecida Ferreira Chaves Costa /
165013591, Renato Vieira Maciel /
165058287, Ricardo Almeida Dos Santos /
165016831, Ricardo Rodrigues Carneiro /
165020118, Rita De Cássia Berto Fachinelli /
165045088, Roberta Vilela Chaveiro Mota /
165058388, Roni Anderson Mantoani /
165006510, Rubens Ferreira De Carvalho /
165053806, Sabrina Cespedes Brett /
165089987, Sabrina Sady Garcia E Ávila /
165059355, Silvana Márcia Martinez /
165071906, Simei Rodrigues /
165005644, Stephanie Cunha Santos /
165075246, Tayssa Fabiane Pedroso /
165115236, Thais De Castro Castanheira Stacciarini /
165034462, Thaisa Fonseca Soares /
165070010, Thamires Rocha Leite /
165052605, Tiago Alves De Paulo /
165059951, Túlio Matos De Paula Oliveira /
165109712, Valéria Lopes Da Silva Moura /
165034804, Veronica Ahmar /
165009155, Vivian Do Socorro Felix Pereira /
165109216, Walter Pereira Nascimento Júnior /
165037338, William Sidnei Dos Santos.


ATO FALHO --- Enquanto isso, leitor de Conta-Gotas alerta que a coluna passou batido na conferência do diretório municipal do PSL – eleito em janeiro de 2012, e que tem no comando José Luiz Alves, presidente do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba – Codau. Conferindo o alerta, a coluna constatou que o leitor tem razão. Ao informar o diretório ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE, a legenda apontou o padre José Lourenço Júnior, o padre Júnior, como LÍDER DA BANCADA.
PREVISÕES --- Supondo que a bancada em questão seja a do PSL na Câmara de Vereadores, é de se imaginar que uma eventual candidatura do padre Júnior anda povoando a cabeça dos membros do partido – mais do que poderia imaginar nossa vã filosofia,mais uma vez lembrando Hamlet.
DETALHE ---- A legislatura atual da Câmara de Uberaba não tem vereador do PSL.
MORAL DA HISTÓRIA --- Não foi por acaso que Conta-Gotas, na edição anterior – quando informou que padre Júnior está no diretório municipal do PSL, fez sua Curiosidade Histórica baseada na antiga participação da Igreja Católica na política de Uberaba.

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CURIOSIDADE HISTÓRICA
ELEIÇÕES NO BRASIL
 (500 anos de eleições)
Texto: www.justicaeleitoral.jus.br
As eleições não são uma experiência recente no país. O livre exercício do voto surgiu em terras brasileiras com os primeiros núcleos de povoadores, logo depois da chegada dos colonizadores. Foi o resultado da tradição portuguesa de eleger os administradores dos povoados sob domínio luso. Os colonizadores portugueses, mal pisavam a nova terra descoberta, passavam logo a realizar votações para eleger os que iriam governar as vilas e cidades que fundavam. Os bandeirantes paulistas, por exemplo, iam em suas missões imbuídos da idéia de votar e de serem votados. Quando chegavam ao local em que deveriam se estabelecer, seu primeiro ato era realizar a eleição do guarda-mor regente. Somente após esse ato eram fundadas as cidades, já sob a égide da lei e da ordem. Eram estas eleições realizadas para governos locais.
As primeiras eleições
As eleições para governanças locais foram realizadas até a Independência. A primeira de que se tem notícia aconteceu em 1532, para eleger o Conselho Municipal da Vila de São Vicente/SP. As pressões populares e o crescimento econômico do país, contudo, passaram a exigir a efetiva participação de representantes brasileiros nas decisões da corte. Assim, em 1821, foram realizadas eleições gerais para escolher os deputados que iriam representar o Brasil nas cortes de Lisboa. Essas eleições duraram vários meses, devido a suas inúmeras formalidades, e algumas províncias sequer chegaram a eleger seus deputados.
Influência religiosa
A relação entre estado e religião, até fins do Império, era tamanha que algumas eleições vieram a ser realizadas dentro das igrejas. E durante algum tempo foi condição para ser eleito deputado a profissão da fé católica. As cerimônias religiosas obrigatórias que precediam os trabalhos eleitorais só foram dispensadas em 1881, com a edição da Lei Saraiva. Essa ligação entre política e religião somente cessou com a vigência da Constituição de 1891, que determinou a separação entre a igreja e o estado.
Eleições em quatro graus
LARGO DA MATRIZ - 1856
(ANO DO DECRETO IMPERIAL ACIMA)
Foto: Acervo Arquivo Público de Uberaba
As votações no Brasil chegaram a ocorrer em até quatro graus: os cidadãos das províncias votavam em outros eleitores, os compromissários, que elegiam os eleitores de paróquia, que por sua vez escolhiam os eleitores de comarca. Estes, finalmente, elegiam os deputados. Os pleitos passaram depois a ser feitos em dois graus. Isso durou até 1881, quando a Lei Saraiva introduziu as eleições diretas.
Eleições livres
Até 1828, as eleições para os governos municipais obedeceram às chamadas ordenações do reino, que eram as determinações legais emanadas do rei e adotadas em todas as regiões sob o domínio de Portugal. No princípio, o voto era livre, todo o povo votava. Com o tempo, porém, ele passou a ser direito exclusivo dos que detinham maior poder aquisitivo, entre outras prerrogativas. A idade mínima para votar era 25 anos. Escravos, mulheres, índios e assalariados não podiam escolher representantes nem governantes.

OS PARTIDOS POLÍTICOS
Os partidos políticos no Brasil têm suas origens nas disputas entre duas famílias paulistas, a dos Pires e a dos Camargos. Verdadeiros bandos, com o uso da força e da violência, eles formaram os primeiros grupos políticos rivais.
A expressão "partido político" só passou a constar nos textos legais a partir da Segunda República. Até então, só se falava em "grupos".
Admitiram-se durante muito tempo candidaturas avulsas, porque os partidos não detinham a exclusividade da indicação daqueles que iriam concorrer às eleições, o que só ocorreu após a edição do Decreto-Lei nº 7.586, que deu aos partidos o monopólio da indicação dos candidatos.
7 fases partidárias
O Brasil teve sete fases partidárias. A primeira foi a monárquica, que começou em 1837. 
As rebeliões provinciais da regência possibilitaram a formação de dois grandes partidos – o Conservador e o Liberal –, que dominaram a vida política até o final do Império. O aparecimento de um Partido Progressista e a fundação, em 1870, do Partido Republicano, completaram o quadro partidário do Império.
A segunda fase partidária, na Primeira República, de 1889 a 1930, conheceu partidos estaduais. Foram frustradas as tentativas de organização de partidos nacionais, entre estas a de Francisco Glicério, com o Partido Republicano Federal, e a de Pinheiro Machado, com o Partido Republicano Conservador.

Partidos ideológicos
A terceira formação partidária se deu na Segunda República, com agremiações nacionais de profunda conotação ideológica: a Aliança Nacional Libertadora e o Integralismo. A legislação eleitoral, pela primeira vez, fez referência à possibilidade de apresentação de candidatos por partidos ou por alianças de partidos.
Com o golpe de 1937 e a instalação da Terceira República, houve o único hiato em nossa trajetória partidária. Com a Quarta República, a redemocratização trouxe, em 1945, a exclusividade da apresentação dos candidatos pelos partidos políticos. Nessa, que seria a quarta formação partidária do País, ocorreu a explosão de um multipartidarismo com 13 legendas.

Bipartidarismo
O golpe militar de 1964 iniciou a quinta fase partidária, com o bipartidarismo, que segundo alguns teria sido "uma admiração ingênua do Presidente Castello Branco pelo modelo britânico" e segundo outros teria sido uma "mexicanização". A Arena seria assim o projeto brasileiro de um futuro PRI (Partido Revolucionário Institucional). As sublegendas – mecanismo utilizado para acomodar as diferenças internas nos dois partidos de então, Arena e MDB – foram copiadas do modelo uruguaio.
Imitação do sistema alemão
A sexta formação partidária se deu pela reforma de 1979. Buscou-se imitar o sistema alemão de condicionar a atuação dos partidos ao alcance de um mínimo de base eleitoral.
A sétima e atual fase começou em 1985, com a Emenda Constitucional nº 25, com o alargamento do pluripartidarismo.

AS PRIMEIRAS ELEIÇÕES REGULARES
A eleição às cortes de Lisboa seguiu as determinações da Constituição espanhola de 1812, adotada para o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e realizou-se em quatro graus: os cidadãos de cada freguesia, sem restrições de votos, nomearam compromissários, que escolheram eleitores de paróquia. Estes designaram os eleitores da comarca, que, finalmente, elegeram os deputados. 
Devido a inúmeras formalidades, essas eleições duraram vários meses. Algumas províncias não chegaram sequer a eleger seus representantes.
Era nomeado um eleitor paroquial para cada 200 fogos. Por fogo entendia-se a casa, ou parte dela, em que habitasse independentemente uma pessoa ou família, de maneira que um mesmo edifício poderia ter dois ou mais fogos.
O sistema de eleições foi depois simplificado. Em 1822, estabeleceram-se eleições em dois graus – os cidadãos das freguesias escolhiam os eleitores de paróquias e estes nomeavam os deputados.
Em 1881, a Lei Saraiva estabeleceu pela primeira vez eleições diretas.
Ruy Barbosa redigiu o projeto dessa lei, que ainda confiou o alistamento eleitoral à magistratura, abolindo as juntas paroquiais de qualificação.
As eleições durante o Império eram controladas pelo imperador, por meio da Secretaria do Estado dos Negócios do Brasil, dos presidentes das províncias e da oligarquia rural.
As reformas eleitorais eram feitas às vésperas das eleições, para garantir maioria ao governo.
Tudo isso gerava um sem-número de possibilidades de fraudes.
Durante a República Velha, prevaleceu a chamada "política dos governadores": o presidente da República apoiava os candidatos indicados pelos governadores nas eleições estaduais e estes davam suporte ao indicado pelo presidente nas eleições presidenciais. O plano dependia da ação dos coronéis, que controlavam o eleitorado regional, faziam a propaganda dos candidatos oficiais, fiscalizavam o voto não secreto dos eleitores e a apuração. Chegava-se assim, quase sempre, a um resultado previsível.
Era grande o poder de intervenção do governo nas eleições.
A Comissão de Verificação de Poderes do Congresso (CVP), responsável pelo resultado definitivo das eleições, costumava excluir na fase final alguns dos eleitos. Eram as chamadas "degolas".
Em 1821, realizaram-se as primeiras eleições gerais no Brasil, destinadas a eleger os deputados às cortes de Lisboa. Os eleitos iriam redigir e aprovar a primeira Constituição da Monarquia Portuguesa.
A Independência do Brasil obrigou o país a buscar o aperfeiçoamento de sua legislação eleitoral, embora durante todo o Império as normas vigentes para as eleições tenham sido copiadas do modelo francês.
A primeira lei eleitoral, de 3 de janeiro de 1822, assinada pelo príncipe regente, convocou eleições para a Assembléia Geral Constituinte e Legislativa, formada pelos deputados das províncias do Brasil. O pleito deu-se em dois graus. Não votavam em primeiro grau os que recebessem salários e soldos e para a eleição de segundo grau exigia-se "decente subsistência por emprego, indústria ou bens". O cálculo do número de eleitores continuava a ser feito a partir do número de fogos (casas) da freguesia.
Em 25 de março de 1824, D. Pedro I outorgou a primeira Constituição brasileira, que estabeleceu que o Poder Legislativo seria exercido pela Assembléia Geral, formada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, determinou eleições indiretas e em dois graus e estabeleceu o voto censitário e a verificação dos poderes.
Era condição de elegibilidade para deputados professar a religião católica. Os príncipes da Casa Imperial tinham assento no Senado ao completar 25 anos.

Primeira Lei Eleitoral do Império
A primeira Lei Eleitoral do Império, de 1824, manda proceder à eleição dos deputados e senadores da Assembléia Geral Legislativa e dos membros dos conselhos gerais das províncias. A votação foi feita por lista assinada pelos votantes, que continha tantos nomes quantos fossem os eleitores que a paróquia deveria dar.
O voto era obrigatório. No caso de impedimento, o eleitor comparecia por intermédio de seu procurador, enviando sua lista assinada e reconhecida por tabelião. O voto por procuração só deixou de existir em 1842, época em que se estabeleceram as juntas de alistamento, formadas por um juiz de paz do distrito, que era o presidente, um pároco e um fiscal.

Lei dos Círculos e Lei do Terço
Em 1855, foi instituído o voto distrital, por meio da chamada Lei dos Círculos.
A Lei do Terço, de 1875 (que tem seu nome derivado do fato de que o eleitor votava em dois terços do número total dos que deveriam ser eleitos), destacou-se do conjunto das leis imperiais por ter introduzido a participação da justiça comum no processo eleitoral e pela instituição do título eleitoral.
A legislação vigente durante o Império possibilitou à opinião pública exigir eleições diretas e criticar os abusos e as fraudes. O novo quadro eleitoral levou o Conselheiro Saraiva a reformá-la, encarregando Ruy Barbosa de redigir o projeto da nova lei, de nº 3.029/81, que ficou conhecida como Lei Saraiva. Ela aboliu as eleições indiretas e confiou o alistamento à magistratura, extinguindo as juntas paroquiais de qualificação.

AVELHA REPÚBLICA 1889-1930
A Proclamação da República inaugurou um novo período da nossa legislação eleitoral, que passou a inspirar-se em modelos norte-americanos. A primeira inovação eleitoral trazida pela República foi a eliminação do "censo pecuniário" ou "voto censitário".
Em 1890, o chefe do governo provisório, Marechal Deodoro da Fonseca, promulgou o regulamento eleitoral organizado por Aristides Lobo, o Decreto nº 200-A, considerado a primeira Lei Eleitoral da República e que tratava unicamente da qualificação dos eleitores.
Regulamento Alvim
Faltava ainda uma lei que presidisse a eleição dos constituintes, marcada para setembro. Em 23 de junho de 1890, ela foi publicada. Ficou conhecida como "Regulamento Alvim", em referência ao ministro e secretário de Estado dos Negócios do Interior, José Cesário de Faria Alvim, que a assinou.
O art. 62 dessa lei dispunha: "Aos cidadãos eleitos para o primeiro Congresso, entendem-se conferidos poderes especiais para exprimir a vontade nacional acerca da Constituição publicada pelo Decreto nº 510, de 22 de junho do corrente, bem como para eleger o primeiro presidente e o vice-presidente da República".
Eleição de Deodoro
Eleita em 15 de setembro de 1890, uma das primeiras tarefas da constituinte foi dar respaldo ao governo provisório, promulgando a Constituição de 1891 e elegendo Deodoro da Fonseca no dia seguinte.
A primeira Constituição Republicana criou o sistema presidencialista, em que o presidente e o vice-presidente deveriam ser eleitos pelo sufrágio direto da nação, por maioria absoluta de votos; atribuiu ao Congresso Nacional a regulamentação do processo eleitoral para os cargos federais em todo o país e aos estados a legislação sobre eleições estaduais e municipais.

A "política dos governadores"
Durante a Velha República, também chamada de Primeira República, prevaleceu um esquema de poder que ficou conhecido como "política dos governadores", montado por Campos Salles, eleito em 1898: o presidente da República apoiava os candidatos indicados pelos governadores nas eleições estaduais e estes davam suporte ao indicado pelo presidente nas eleições presidenciais.

Coronelismo
O plano dependia da ação dos coronéis, grandes proprietários de terras cujo título derivava de sua participação na Guarda Nacional (instituição que durante o Império assegurava a ordem interna). Eles controlavam o eleitorado regional, faziam a propaganda dos candidatos oficiais, fiscalizavam o voto não secreto dos eleitores e a apuração.
O governo central também controlava a Comissão de Verificação de Poderes do Congresso, que era responsável pelos resultados eleitorais finais e pela diplomação dos eleitos.

"Degolas"
O trabalho da Comissão de Verificação de Poderes do Congresso consistia, na realidade, em negação da verdade eleitoral, pois representava a etapa final de um processo de aniquilamento da oposição, chamado de "degola", executado durante toda a República Velha.

Justiça Eleitoral
Em 1916, o Presidente Wenceslau Brás, preocupado com a seriedade do processo eleitoral, sancionou a Lei nº 3.139, que entregou ao Poder Judiciário o preparo do alistamento eleitoral.
Por confiar ao Judiciário o papel de principal executor das leis eleitorais, muitos percebem nessa atitude o ponto de partida para a criação da Justiça Eleitoral, que só viria a acontecer em 1932.

A CRIAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL
A Revolução de 1930 tinha como um dos princípios a moralização do sistema eleitoral. Um dos primeiros atos do governo provisório foi a criação de uma comissão de reforma da legislação eleitoral, cujo trabalho resultou no primeiro Código Eleitoral do Brasil.
O Código Eleitoral de 1932 criou a Justiça Eleitoral, que passou a ser responsável por todos os trabalhos eleitorais – alistamento, organização das mesas de votação, apuração dos votos, reconhecimento e proclamação dos eleitos. Além disso, regulou em todo o país as eleições federais, estaduais e municipais.

Voto secreto
O Código introduziu o voto secreto, o voto feminino e o sistema de representação proporcional, em dois turnos simultâneos. Pela primeira vez, a legislação eleitoral fez referência aos partidos políticos, mas ainda era admitida a candidatura avulsa. Esse código já previa o uso de máquina de votar, o que só veio a se efetivar na década de 90.
A Revolução Constitucionalista de 1932 exige a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, feita pelo Decreto nº 22.621/33, que estabeleceu que, além dos deputados eleitos na forma prescrita pelo Código Eleitoral, outros 40 seriam eleitos pelos sindicatos legalmente reconhecidos, pelas associações de profissionais liberais e de funcionários públicos.
Era a chamada representação classista.
Os avanços na legislação eleitoral foram contemplados na Constituição de 1934, inclusive o sufrágio profissional, que a própria Justiça Eleitoral recusaria. Na mesma época, procedeu-se, indiretamente, conforme a Constituição regulava, à eleição do presidente da República, Getúlio Vargas.
As críticas ao Código Eleitoral de 1932 levaram, em 1935, à promulgação de nosso segundo Código, a Lei nº 48, que substituiu o primeiro sem alterar as conquistas de até então.
Estado Novo
Em 10 de novembro de 1937, sustentado por setores sociais conservadores, Getúlio anuncia, pelo rádio, a "nova ordem" do país. Outorgada nesse mesmo dia, a "polaca", como ficou conhecida a Constituição de 1937, extinguiu a Justiça Eleitoral, aboliu os partidos políticos existentes, suspendeu as eleições livres e estabeleceu eleição indireta para presidente da República, com mandato de seis anos.
Essa "nova ordem", historicamente conhecida por Estado Novo, sofre a oposição dos intelectuais, estudantes, religiosos e empresários. Em 1945, Getúlio anuncia eleições gerais e lança Eurico Gaspar Dutra, seu ministro da Guerra, como seu candidato. Oposição e cúpula militar se articulam e dão o golpe de 29 de outubro de 1945. Os ministros militares destituem Getúlio e passam o governo ao presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, à época também presidente do TSE, até a eleição e posse do novo presidente da República, o general Dutra, em janeiro de 1946. Era o fim do Estado Novo.

A JUSTIÇA ELEITORAL E A DEMOCRACIA
O processo de restabelecimento do sistema democrático no Brasil inicia-se ainda no final do Estado Novo e é consolidado durante o Governo Dutra. Apesar da repressão, intensifica-se a luta pela redemocratização no início de 1945, notadamente após o lançamento, por um grupo de intelectuais, do "Manifesto Mineiro".
Pressionado, Getúlio Vargas faz editar a Lei Constitucional nº 9/45, que alterou vários artigos da Constituição, inclusive os que tratavam dos pleitos. Foram então convocadas eleições e determinado o prazo de 90 dias para fixar as datas da realização destas para presidente e governadores de estado, bem como para o parlamento e assembléias.
O Decreto-Lei nº 7.586/45, conhecido como Lei Agamenon, em homenagem ao Ministro da Justiça Agamenon Magalhães, responsável por sua elaboração, restabelece a Justiça Eleitoral, regulando em todo o país o alistamento eleitoral e as eleições.
Na esteira da redemocratização, já com a Justiça Eleitoral reinstalada, foi empossado o Presidente Eurico Gaspar Dutra e a Assembléia Nacional Constituinte de 1945.
Promulgada a Constituição, em 18 de setembro de 1946, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal passaram a funcionar como Poder Legislativo ordinário.
A Constituição, a exemplo da de 1934, consagra a Justiça Eleitoral entre os órgãos do Poder Judiciário e proíbe a inscrição de um mesmo candidato por mais de um estado.
O Código Eleitoral de 1945, que trouxe como grande novidade a exclusividade dos partidos políticos na apresentação dos candidatos, vigorou, com poucas alterações, até o advento do Código Eleitoral de 1950.
Folha individual de votações
Em 1955, a Lei nº 2.250 cria a folha individual de votação, que fixou o eleitor na mesma seção eleitoral e aboliu, entre outras fraudes, a do uso de título falso ou de segunda via obtida de modo doloso. Outra alteração significativa do Código Eleitoral de 1950 foi a adoção da "cédula única de votação". Ambas foram sugestões do Ministro Edgard Costa.
A cédula oficial guardou a liberdade e o sigilo do voto, facilitou a apuração dos pleitos e contribuiu para combater o poder econômico, liberando os candidatos de vultosos gastos com a impressão e a distribuição de cédulas.
A legislação eleitoral, no período compreendido entre a deposição de João Goulart (1964) e a eleição de Tancredo Neves (1985) foi marcada por uma sucessão de atos institucionais e emendas constitucionais, leis e decretos-leis com os quais o Regime Militar conduziu o processo eleitoral de maneira a adequá-lo aos seus interesses, visando ao estabelecimento da ordem preconizada pelo movimento de 64 e à obtenção de uma maioria favorável ao governo. Com esse objetivo, o regime alterou a duração de mandatos, cassou direitos políticos, decretou eleições indiretas para presidente da República, governadores dos estados e dos territórios e para prefeitos dos municípios considerados de interesse da segurança nacional e das estâncias hidrominerais, instituiu as candidaturas natas, o voto vinculado, as sublegendas e alterou o cálculo para o número de deputados na Câmara, com base ora na população, ora no eleitorado, privilegiando estados politicamente incipientes, em detrimento daqueles tradicionalmente mais expressivos, reforçando assim o poder discricionário do governo.

O REGIME MILITAR
A legislação eleitoral, no período compreendido entre a deposição de João Goulart (1964) e a eleição de Tancredo Neves (1985) foi marcada por uma sucessão de atos institucionais e emendas constitucionais, leis e decretos-leis com os quais o Regime Militar conduziu o processo eleitoral de maneira a adequá-lo aos seus interesses, visando ao estabelecimento da ordem preconizada pelo movimento de 64 e à obtenção de uma maioria favorável ao governo. Com esse objetivo, o regime alterou a duração de mandatos, cassou direitos políticos, decretou eleições indiretas para presidente da República, governadores dos estados e dos territórios e para prefeitos dos municípios considerados de interesse da segurança nacional e das estâncias hidrominerais, instituiu as candidaturas natas, o voto vinculado, as sublegendas e alterou o cálculo para o número de deputados na Câmara, com base ora na população, ora no eleitorado, privilegiando estados politicamente incipientes, em detrimento daqueles tradicionalmente mais expressivos, reforçando assim o poder discricionário do governo.

Lei Orgânica dos Partidos Políticos
Em 15 de julho de 1965, é aprovada a Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei nº 4.740). Logo depois, a 27 de outubro, o AI-2 extingue os partidos políticos. Ainda no mesmo ano, o Ato Complementar nº 4 determinou ao Congresso Nacional a criação de organizações com atribuições de partidos políticos, o que deu origem à Arena e ao MDB.

AI-5
O AI-5, de 13 de dezembro de1968, suspendeu as garantias da Constituição de 67 e ampliou os poderes ditatoriais do presidente da República, permitindo-lhe, em 1968, decretar o recesso do Congresso Nacional.
Visando ao controle sobre o eleitorado e sobre o Congresso Nacional, a Lei Falcão (Lei nº 6.339/76) restringiu a propaganda eleitoral, impedindo o debate político nos meios de comunicação. Em 1977, a Emenda Constitucional nº 8 instituiu a figura do senador biônico.
A Emenda Constitucional nº 11/78 revogou os atos institucionais e complementares impostos pelos militares e modificou as exigências para a organização dos partidos políticos. Em 19 de novembro de 1980, a EC nº 15 restabeleceu as eleições diretas para governador e senador e eliminou a figura do senador biônico.
A Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, extinguiu a Arena e o MDB e restabeleceu o pluripartidarismo, sinalizando para o início da abertura política.
Foram eleitos indiretamente cinco presidentes militares. A sociedade, principalmente nas grandes cidades, mobilizou-se por mudanças políticas que levassem à redemocratização do país. A primeira eleição de um presidente da República civil durante esse regime de exceção foi ainda indireta, por meio de um colégio eleitoral. E levou à Presidência Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse, vindo a assumir o cargo seu vice, José Sarney, em 1985.

A NOVA REPÚBLICA
A Emenda Dante de Oliveira, que previa eleição direta para presidente e vice-presidente da República, foi rejeitada em abril de 1984. Assim, a eleição do primeiro civil após o período de exceção se deu, em 1985, ainda indiretamente, por meio de um colégio eleitoral.
Em 15 de maio desse ano, a Emenda Constitucional nº 25 alterou dispositivos da Constituição Federal e restabeleceu eleições diretas para presidente e vice-presidente da República, em dois turnos; eleições para deputado federal e para senador, para o Distrito Federal; eleições diretas para prefeito e vice-prefeito das capitais dos estados, dos municípios considerados de interesse da segurança nacional e das estâncias hidrominerais; aboliu a fidelidade partidária e revogou o artigo que previa a adoção do sistema distrital misto.

Processamento eletrônico
Em 1982, ano em que foi eliminado da legislação eleitoral o voto vinculado, a Lei nº 6.996/82 dispôs sobre a utilização do processamento eletrônico de dados nos serviços eleitorais. Três anos depois, a Lei nº 7.444/85 disciplinou a implantação do processamento eletrônico de dados no alistamento eleitoral e na revisão do eleitorado, possibilitando, em 1986, o recadastramento, em todo o território nacional, de 69,3 milhões de eleitores, sob a supervisão e orientação do Tribunal Superior Eleitoral.
Plebiscito
A Constituição de 1988 determinou a realização de plebiscito para definir a forma (República ou Monarquia Constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) e prescreveu que o presidente e os governadores, bem como os prefeitos dos municípios com mais de 200 mil eleitores, fossem eleitos por maioria absoluta ou em dois turnos, se nenhum candidato alcançasse a maioria absoluta na primeira votação.
Nos municípios com menos de 200 mil eleitores, os chefes do Executivo seriam eleitos, em turno único, por maioria simples. Estabeleceu, ainda, que o período de mandato do presidente seria de cinco anos, vedando-lhe a reeleição para o período subseqüente, e fixou a desincompatibilização até seis meses antes do pleito para os chefes do Executivo (Federal, Estadual ou Municipal) que quisesse concorrer a outros cargos.
Para evitar casuísmos, a Emenda Constitucional nº 4/93 estabeleceu que a lei que alterasse o processo eleitoral somente seria aplicada um ano após sua vigência.
A Emenda Constitucional de Revisão nº 5/94 reduziu para quatro anos o mandato presidencial e a Emenda Constitucional nº 16/97 permitiu a reeleição dos chefes do Executivo para um único período subseqüente. Com a aprovação da Lei nº 9.504/97, pretendeu-se dar início a uma fase em que as normas das eleições sejam duradouras.

O ELEITOR
Um dos pressupostos da democracia é a participação política do povo, que tem no voto a sua principal forma de expressão política.
No Brasil, o direito ao exercício do voto foi excludente em diferentes períodos de sua história e a legislação eleitoral foi progressivamente alterando o perfil do eleitor.
Durante o período colonial, as únicas condições exigidas ao eleitor eram a idade-limite de 25 anos e residência e domicílio na circunscrição.
No Império (1822-1889), a idade mínima permaneceu em 25 anos, à exceção dos casados e oficiais militares, que podiam votar aos 21 anos.
O voto, porém, passou a ser censitário e excluiu, ainda, os religiosos e quaisquer outros que vivessem em comunidade claustral, além de libertos, criados de servir, praças de pré e serventes das repartições e estabelecimentos públicos.
Na República Velha (1889-1930), a idade mínima passou a ser de 21 anos e foi abolido o voto censitário. Em 1882, o analfabeto perde o direito de votar, cassado pela Lei Saraiva, que estabeleceu o chamado "censo literário".

Voto feminino
O Código Eleitoral de 1932 estendeu a cidadania eleitoral às mulheres.
A potiguar Celina Guimarães Vianna, da cidade de Mossoró, foi a primeira eleitora do Brasil.
A Constituição de 1934 estabeleceu a idade mínima obrigatória de 18 anos para o exercício do voto. Durante o regime militar, iniciado em 1964, não houve, na legislação eleitoral, qualquer progresso quanto ao direito de voto.
A Emenda Constitucional nº 25/85 devolve ao analfabeto o direito de votar, agora em caráter facultativo.
A Constituição de 1988 estabelece que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os maiores de 70 anos e para os jovens entre 16 e 18 anos. Renata Cristina Rabelo Gomes tornou-se a primeira cidadã brasileira a alistar-se antes dos 16 anos.

A JUSTIÇA ELEITORAL
A Justiça Eleitoral é formada pelo Tribunal Superior Eleitoral; por um Tribunal Regional em cada estado, no Distrito Federal e nos territórios; pelos juízes e pelas juntas eleitorais. Esses órgãos têm sua composição e competência estabelecidas pelo Código Eleitoral.
O TSE está sediado na capital da República e os TREs nas capitais dos estados, no DF e territórios. Composto por sete ministros, o TSE já funcionou em quatro sedes, além da atual. Em sua primeira fase (1932-1937), funcionou na avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. O Palácio Monroe (hoje demolido) foi sua primeira sede na chamada segunda fase da Justiça Eleitoral (1945-1946), até que o órgão foi transferido para a rua 1º de Março, também no Rio de Janeiro.
Em 22 de abril de 1960, um dia após sua transferência para a capital federal, o TSE instalou-se na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde funcionou até 1971, quando passou a ocupar sede própria na mesma cidade, na Praça dos Tribunais Superiores, onde permanece até hoje.

OS REFERENDOS
Na história das eleições no Brasil, tem-se o registro de duas consultas formuladas ao povo mediante referendo, ocorridas em 1963 e em 2005.
Referendo da manutenção do sistema parlamentar (1963)
Com a renúncia do Presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, os ministros da Guerra, Aeronáutica e Marinha lançaram manifesto onde declaravam não aceitar a substituição de Jânio pelo seu vice, João Goulart, que na ocasião se encontrava em viagem à China. Como solução para a crise política, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 4/61 que, instituindo o sistema parlamentar de governo, garantiu a posse de Goulart, dando-lhe a chefia do estado, mas lhe suprimindo a do governo. A referida emenda estabeleceu que lei poderia dispor “sobre a realização de plebiscito que decida da manutenção do sistema parlamentar ou volta ao sistema presidencial, devendo, em tal hipótese, fazer-se a consulta plebiscitária nove meses antes do termo do atual período presidencial”. Deste modo, a consulta deveria realizar-se, então, em 1965. Ocorre que, em 16 de setembro de 1962, o Congresso aprovou a Lei Complementar nº 2, antecipando a consulta para 6 de janeiro de 1963 e chamando-a de referendo. Mais de 9 milhões de eleitores escolheram o retorno ao sistema presidencialista – restabelecido pela Emenda Constitucional nº 6/63 – contra pouco mais de 2 milhões de eleitores que optaram pela manutenção do sistema parlamentarista.
Referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição (2005)
Em 2005, fez-se nova consulta à população. A Lei nº 10.826/2003, nacionalmente conhecida como Estatuto do Desarmamento, dispôs que, para entrar em vigor, a proibição da comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional dependeria de aprovação mediante referendo popular.
Na ocasião, foram registradas duas frentes parlamentares pela Mesa do Congresso Nacional, a fim de representarem a dualidade de correntes de pensamento: a Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas, presidida pelo Senador Renan Calheiros, e a Frente Parlamentar pelo Direito da Legítima Defesa, presidida pelo Deputado Alberto Fraga. Em 23 de outubro, 95.375.824 eleitores compareceram às urnas. A opção NÃO venceu com 59.109.285 votos, contra a opção SIM, que obteve 33.333.045 votos, na maior consulta popular informatizada do mundo.
FONTE:
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Um comentário:

  1. Não é que eu fiquei uns dias em ler o seu blog, e olha só a lista dos aprovados no exame da ordem com o nome da fiota.

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