2 de junho de 2012

CONTA-GOTAS...Notícias


CURIOSIDADE HISTÓRICA
GETÚLIO, GREGÓRIO E O CINE METRÓPOLE

Diz a história de Uberaba – segundo registros na Fundação Cultural, que o chefe da Guarda do então presidente Getúlio Vargas foi o primeiro negro a entrar no Cine Metrópole, localizado na avenida Leopoldino de Oliveira, e hoje desativado. Aconteceu em 1952, época em que os negros só tinham acesso ao Cine Teatro São Luiz, lembrando que, as sedes dos cinemas eram usadas para variados tipos de eventos. Getúlio foi assíduo frequentador das exposições de gado de Uberaba, do começo ao fim de seus governos. E não se desgrudava do tenente Gregório Fortunato, o homem que seria responsável pelo seu fim trágico. 
*Foto acima - do acervo da Fundação Cultural, mostra Getúlio Vargas em Uberaba, em 1952, com o então prefeito Antônio Próspero
SOBRE GREGÓRIO
Getúlio Vargas e o fiel guarda-cotas
Gregório Fortunato

Foto: Revista Veja
Veja abaixo, trechos de artigo publicado na revista Veja – edição 1.680, de 20 de dezembro de 2000, assinado por Lucila Soares.
_Chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas por dezesseis anos, Gregório Fortunato foi um personagem singular. Viveu à sombra do poder e nunca almejou mais que isso, mas acabou atraindo para si todas as atenções, durante o que foi talvez o episódio mais dramático da História brasileira.
_A crise explodiu quando Carlos Lacerda, o principal inimigo público de Getúlio na década de 50, sofreu um atentado a bala.
_Apontado como mandante do crime, Fortunato ganhou enorme notoriedade ao transformar-se em pivô da crise política que se seguiu, e que culminaria no suicídio de Vargas, em 1954.
O preço da fidelidade
_Exatamente nesse ano, o jornalista José Louzeiro chegou ao Rio de Janeiro vindo de sua terra natal, o Maranhão.
Interessou-se pela história daquele homem de mais de 2 metros de altura, apelidado de Anjo Negro. Na época, corriam boatos de que os reais articuladores do atentado contra Lacerda eram outros – personagens muito mais poderosos da República.
_Louzeiro registrou essa história e prometeu que um dia iria investigá-la. O momento só se apresentou cinco anos atrás, quando ele finalmente mergulhou no projeto.
_Sua pesquisa envolveu consultas a mais de 300 livros, jornais e revistas, além de dezenas de viagens e entrevistas.
_O resultado está em O Anjo da Fidelidade – A História Sincera de Gregório Fortunato (Francisco Alves; 550 páginas; 42 reais), livro que defende a tese de que o guarda-costas se incriminou para proteger Benjamin Vargas, o Beijo, irmão caçula do presidente.
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ATÉ A FONTE SUMIU --- Divulgado com absoluta exclusividade pela edição de 28 de maio de Conta-Gotas, o encontro entre o prefeito Anderson Adauto (PMDB) e o cabeça pensante do PT, José Dirceu, rendeu muito...muito silêncio. O silêncio é tão profundo que dá até pra duvidar de que tenha acontecido.
RECAPITULANDO ---- As notas publicadas por Conta-Gotas informaram que o prefeito e o deputado estadual e pré-candidato do PT/Uberaba, Adelmo Carneiro Leão, iriam conversar com Zé Dirceu sobre eleições municipais.
E AGORA, JOSÉ?--- A verdade é que – segundo a fonte, AA e Adelmo falariam só o suficiente para contarem a quantas anda a campanha da cidade. Objetivo era ouvir muito o que Zé Dirceu teria para sugerir, orientar, articular.
CONSULTORIAS --- O principal cabeça pensante do PT, ex-todo poderoso coordenador das campanhas e dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, e ainda todo poderoso nos bastidores da política nacional, presta consultorias públicas e privadas Brasil afora.
PLANO B ---- Derrotado pela intervenção no PMDB/Uberaba, o prefeito anunciou que não vai apoiar candidato aprovado pelos interventores, o que pressupõe a busca de uma alternativa extra. E já não é segredo nem pros meninos de grupo que a possibilidade mais forte é de apoio ao candidato do PT.
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O RECADO
Anderson Adauto indica que está se
recuperando da derrota no PMDB e
a reação vem de dezenas de pessoas
(Foto: Facebook AA)
A derrota que sofri dentro do PMDB me deixou realmente sem rumo. Mas agora estou começando a encontrar meu norte novamente. Estou começando a ver as coisas com mais clareza...
_Prefeito Anderson Adauto, em seu Facebook, horas atrás

 AS REAÇÕES
“Tô vendo que você anda muito pensativo...troca esta foto rsrsr.”
_Wellington Cardoso Tavares
Prefeito, que bom! Que Deus te ilumine, e te ajude a arrumar um candidato pra nós.
_Silvania Molinero
Prefeito, por favor, o PT não combina com você.....”
_Eder Luiz Oliveira
Anderson, muito bonita esta sua declaração e muito corajosa.É realmente muito importante reconhecer os nossos limites, fraquezas e derrotas, sem perdermos o sentido da nossa importância dentro da sociedade. É a reafirmação de que somos humanos.
_Carlos Alberto Pereira
É sinal de vida nova em outro partido????
_Guilhermo Soares
Tem coisas que nem guindaste levanta...
_Cleitonantonio Alves
Breve surpresas agradáveis.
_Francisco Carlos
PREFEITO, você tem usado muito camisa vermelha. Isso sugere alguma bandeira?
_Lilia Luzes Borges
*Declarações pinceladas entre as dezenas postadas no mural 
do prefeito - em reação ao seu comentário
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AS VIZINHAS
Vistas pelo número de habitantes ou pelo Produto Interno Bruto – PIB, as 100 maiores cidades do Brasil – de acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incluem os dois principais municípios do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Os dados são diferentes quando avaliados em termos de população e do PIB, mesmo porque são relativos a períodos diferentes. Lembrando: o Brasil tem 5.565 municípios.
O PIB --- Números de 2009 indicam que Uberlândia aparece em 26º lugar, com um PIB de R$ 16 milhões 165 mil 950, enquanto Uberaba ocupa a 72ª posição com R$ 6 milhões 489 mil 509. Os cinco primeiros lugares são ocupados, respectivamente, por São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Brasília/DF, Curitiba/PR e Belo Horizonte/MG.
A POPULAÇÃO --- De acordo com a estimativa de 2011, Uberlândia – com 611 mil 904 moradores, é a 30ª colocada, e Uberaba – com 299 mil 361pessoas, aparece no 81º lugar. As cinco cidades mais populosas do Brasil são, respectivamente, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador/BA, Brasília e Fortaleza/CE.

IN LOCO ----- E das 100 maiores cidades do Brasil, 74 estiveram representadas, em Brasília, no encontro recente entre os pré-candidatos a prefeito do PSDB. O presidente nacional da legenda, deputado federal Sérgio Guerra (PE) disse que serão respeitadas as peculiaridades locais, mas que os tucanos vão adotar um discurso uniforme na campanha eleitoral. Em pauta, temas de repercussão nacional, especialmente aqueles que não soam nada bem para o adversário PT.
AUSÊNCIA NOTADA E ANOTADA ---- Do pré-candidato tucano de Uberaba, ex-deputado estadual Fahim Sawan.

NO AR ---- Em contrapartida, Fahim Sawan estreou a propaganda político-partidária regional do PSDB mineiro neste dia 1º de junho, sexta-feira. Desde 2011 a legenda regionalizou suas inserções, de forma que as lideranças regionais tucanas possam falar sobre os programas e projetos do partido nas cidades de sua região. O pré-candidato a prefeito de Uberaba foi o escolhido para iniciar a série de exibições nas emissoras de rádio e televisão.
AS INSERÇÕES TUCANAS ---- Cada inserção tem 30 segundos e é veiculada no intervalo da programação dos rádios e TV´s de Minas, entre as 19h30 e 22 h, a critério das emissoras. A propaganda com as lideranças do PSBB/MG será veiculada ainda, nos dias 4, 6, 8, 11, 13, 15, 18, 20, 22, 25, 27 e 29 de junho.
O ACESSO ---- De acordo com a legislação, os partidos políticos têm direito ao acesso gratuito a horários no rádio e na televisão para a divulgação de suas propostas políticas. Nos estados, são 20 minutos por semestre, que podem ser divididos em inserções de um minuto ou 30 segundos. Como 2012 é ano eleitoral, não haverá inserções partidárias no segundo semestre. Entretanto, as legendas aproveitam pra divulgar seus candidatos, colocando-os à frente dos pronunciamentos.

ENTREVEROS ---- Enquanto isso, o melhor que se faz em relação ao PDT/Uberaba é ir levando pra ver como é que vai ficar. Nem a publicação de uma comissão executiva provisória conseguiu esclarecer a verdadeira situação interna da legenda, que, diga-se de passagem, envolve peleja local e peleja estadual. O problema é que não se entendem os pedetistas de Uberaba e não se entendem os pedetistas que lideram o partido em nível estadual.
HAJA PACIÊNCIA! ---- Leitor de Conta-Gotas – e dos noticiários em geral sobre esta encrenca, já devem estar enjoados de tanta confusão. Mas, pobres de nós – jornalistas, que não podemos ignorar os fatos! Resumindo: a briga entre o presidente da Câmara de Uberaba, Luiz Dutra, e o economista João Franco, continua.
VOO RASANTE
(De lá pra cá)
Levando em conta que recente reunião realizada na capital dos mineiros – com a presença dos adversários de Uberaba, não deu em nada, a não ser em mais controvérsias, consta agora, que o pessoal da capital vai baixar no interior qualquer dia destes. Dizem que é para esclarecer, de uma vez por todas, quem manda na executiva estadual, e de quebra, quem manda no PDT/Uberaba.

Marco Túlio Reis
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Uai, eu não tinha este compromisso com o prefeito e nem com o Rodrigo. Estou tranquilo, pois não tinha esta pretensão; nunca nem cogitei esta hipótese. Ainda que o Rodrigo se afastasse, não era certo que eu assumiria o cargo.
_ O mineiríssimo advogado e subsecretário de Governo, Marco Túlio de Oliveira Reis, questionado pela colunista de Conta-Gotas sobre sua situação na administração Anderson Adauto, agora que o titular da Secretaria de Governo, Rodrigo Mateus, não vai mais se afastar para se candidatar a prefeito. Túlio assumiu o cargo dia 19 de janeiro, em meio às articulações sobre a então pré-candidatura de Rodrigo
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PODERES
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais - TRE/MG, desembargador Brandão Teixeira, magistrados, juízes da Corte e servidores da instituição participam de reunião especial neste dia 4 de junho, segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Estado. Em pauta, homenagem pelos 80 anos de criação da Justiça Eleitoral e da instalação do TRE/MG. De acordo com o site do Tribunal mineiro, é a primeira vez que o TRE recebe homenagem de um órgão público, num evento que abre as comemorações do aniversário da instituição.
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PING-PONG
Com:Janaína Pessato Jerônimo

“Almejamos a medalha de ouro em Londres, mas temos consciência de que o Brasil vai enfrentar fortes adversários”


Ela “despachou” o melhor para-atleta de bocha de Uberaba – José Carlos Chagas de Oliveira, para disputar a etapa nacional do Circuito Caixa que acontece em São Paulo, e, logo em seguida, para treinamentos em Lisboa/Portugal, e espera que toda esta movimentação se traduza em medalhas, se possível, de ouro.
A técnica Janaína Pessato Jerônimo (foto acima), 51 anos, uberabense da gema, tem uma paixão especial pela Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba – Adefu, onde trabalha há 13 anos.
Coordenadora-geral e diretora técnica de esportes da entidade, e membro da comissão técnica da Seleção Brasileira de Bocha desde 2006, Janaína não poupa esforços para estar à altura dos cargos.
Licenciada em Educação Física, se especializou em Metodologia da Educação Física Escolar, em Educação Especial, em Esportes Adaptados para pessoas com Deficiência Física, e tem mestrado em Formação de Professores.
Leia agora, a entrevista exclusiva concedida por ela a Conta-Gotas.
BLOG CONTA-GOTAS – Qual a estrutura que você tem hoje, para treinar os para-atletas da Adefu?
JANAÍNA PESSATO JERÔNIMO - Um ginásio poliesportivo, e áreas para arremesso e lançamentos improvisadas em um terreno em frente à sede da Adefu.
CONTA-GOTAS - Apesar das dificuldades, pode-se dizer que os para-atletas da Adefu têm o que comemorar?
JANAÍNA PESSATO – Pra você ter uma ideia do quanto temos o que comemorar, lembro que, na modalidade de bocha participamos de vários campeonatos brasileiros, de dois mundiais, de três copas do mundo, de dois parapan, duas copas América. No atletismo, temos seis atletas ranqueados entre os melhores do Brasil. Em 2008 tivemos uma convocação para  a paralimpíada no arremesso de peso.
CONTA-GOTAS - Quantos para-atletas são treinados hoje, pela Adefu?
JANAÍNA PESSATO - No geral - incluindo atletismo, bocha e basquete, são 65 atletas. Sob meu comando atualmente estão 12 atletas da bocha de alto rendimento.
CONTA-GOTAS – Pelos resultados obtidos ao longo dos últimos anos, e, especialmente, nas disputas de 2012, tudo indica que haverá convocações para os Jogos Paralímpicos, que acontecem em Londres/Inglaterra, de 29 de agosto a 9 de setembro. Qual sua expectativa para o evento?
JANAÍNA PESSATO - Almejamos medalhas, é claro, especialmente de ouro, mas reconhecemos que o Brasil vai enfrentar grandes adversários.
CONTA-GOTAS – No que se refere ainda, aos para-atletas, o que mais viria a calhar para a Adefu neste momento?
JANAÍNA PESSATO – Temos projetos apresentados e aprovados no Ministério do Esporte, dentro da Lei de Incentivo ao Esporte, mas, para captação dos recursos necessitamos das empresas de Uberaba. Divulga pra nós...
CONTA-GOTAS – Existem padrões relativos à idade e à escolaridade, por exemplo, em relação aos portadores de deficiência atendidos pela Adefu?
JANAÍNA PESSATO – Não. É bem diversificado. Atualmente temos vários programas: para crianças, jovens, adultos e idosos. A escolaridade vai do ensino básico ao
superior. 
CONTA-GOTAS – O que deve fazer uma pessoa para ser voluntária na Adefu?
JANAÍNA PESSATO – Basta entrar em contato pelo telefone ou nos visitar pessoalmente. A pessoa pode atuar em um dos projetos desenvolvidos diretamente na sede, ou nos ajudar na captação de recursos e contatos com empresários.


SOBRE A ADEFU
O que é: Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, fundada em 5 de março de 1989, e tem por objetivo a promoção social das pessoas portadores de deficiência física, bem como de seus familiares.
Endereço: Rua Francisco Moreira Araújo, nº. 70
Bairro: Conjunto Uberaba I
Telefone: 3338-9799

SOBRE A BOCHA
Origem: De 3.000 a 4.000 anos a.C.
Local: Egito e Grécia Antiga
Difusão: Através do exército romano
Público-alvo: Todas as pessoas
Adaptação: Ajustado para permitir a prática de esportes por parte dos deficientes
Expansão: Estreou no programa paralímpico oficial em 1984, na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino.
Participantes: Competem na bocha paralímpica paralisados cerebrais severos que utilizem cadeira de rodas.
Objetivo do jogo adaptado: Lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida no Brasil como bolim).
Regras: É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.
No  Brasil: A bocha é administrada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes, a ANDE.
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INTERVENÇÃO
Dizem as más línguas - e as boas também, que o trio das cenas estadual e nacional que integram a comissão interventora do PMDB/Uberaba devem fazer voo rasante na cidade nos próximos dias. Afinal de contas, a oito dias do início das convenções partidárias que vão homologar candidaturas e alianças para as eleições de 2012, muita gente anda se perguntando a quantas andam as articulações sob o comando dos interventores. Além de dois uberabenses – Maurides Dutra e Fernando Hueb de Menezes, a comissão é integrada por três personagens das cenas estadual e nacional. São eles, o próprio presidente do PMDB Minas, e presidente da comissão - Antônio Eustáquio Andrade Ferreira; o deputado estadual Antônio Júlio, e o deputado federal Mauro Lopes.
PERGUNTAR NÃO OFENDE --- Tem muita gente querendo saber o que andam
fazendo os interventores Antônio Júlio, Antônio Andrade e Mauro Lopes
CURIOSIDADE ESPECIAL
Paulo Piau
Mural do PMDB/MG no Facebook informa que o deputado federal Paulo Piau acaba de receber o título de cidadão honorário de Araguari. E relaciona os demais municípios que deram a ele esta honraria: Uberaba (1995), Planura (1998), Florestal (1999), Iturama (2001), Arcos (2002), Conquista (2002), Viçosa (2003), Campo Florido (2003), Veríssimo (2004), Conceição das Alagoas (2006), Capinópolis (2006), Ituiutaba (2007),Varjão de Minas (2008), João Pinheiro (2008), Presidente Olegário (2008),Canápolis (2008), Lagoa Grande (2008) e Sete Lagoas(2009).
DETALHE: Paulo Piau nasceu em Patos de Minas/MG

REIVINDICAÇÃO ANTIGA
Diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba – SSPMU, comemora a conquista de um avanço no programa de segurança do trabalho na prefeitura: a reinstalação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - Cipa, órgão que havia sido desativado pelo atual governo municipal. A reivindicação foi reforçada em todas as pautas do SSPMU, desde que a diretoria atual tomou posse em janeiro de 2009.
EXPECTATIVAS --- O presidente do sindicato, técnico em segurança, e ex-chefe da Seção de Segurança e Medicina do Trabalho na Prefeitura de Uberaba, Luís Carlos dos Santos, espera que a volta da Cipa dê o impulso necessário para novos avanços na segurança dos servidores municipais.
Diretores do SSPMU posam para foto com os membros da Cipa da Prefeitura
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Sob os olhares atentos do filho prefeito, dona Gasparina
Pereira fala sobre a homenagem prestada ao marido
MOMENTO FAMÍLIA ---- Acompanhado da mãe – dona Gasparina Pereira de Almeida, o prefeito Anderson Adauto participou do descerramento da placa que denomina os viadutos do complexo rodoviário de confluências das BR´s 050 e 262.  O nome dado ao local é de Adauto Pereira de Almeida - pai do prefeito de Uberaba, vítima de acidente de trânsito perto da cidade de Perdões, quando Anderson tinha nove anos de idade.

“Ontem (quarta-feira, 30 de maio), foi um dia de emoção para a nossa família com o descerramento da placa que leva o nome do meu pai Adauto Pereira de Almeida nos viadutos do complexo rodoviário das BRs 050 e 262. Momento de orgulho para nós, em especial para a minha mãe, mas também de muita saudade...”
_Anderson Adauto, em seu Facebook
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CURIOSIDADE HISTÓRICA
Justiça aos 80 anos
1º modelo do título eleitoral
Ano: 1881
Instalado em junho de 1932 – apenas quatro meses após a criação da Justiça Eleitoral no Brasil, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, TRE/MG, é um dos tribunais que mais se destacam no país.
_Minas Gerais teve um papel decisivo na história da informatização da Justiça Eleitoral brasileira. A urna eletrônica atual teve como modelo um protótipo apresentado por mineiros, baseado em números e cores, que teve parte dos seus elementos incorporados no modelo definitivo, reforça o TRE em matéria divulgada no seu site.
A Justiça Eleitoral de Minas possui 351 zonas eleitorais, 18 delas funcionando em Belo Horizonte, onde se localiza a sede administrativa.
Vale conferir o que conta a história sobre a Justiça Eleitoral do Brasil. Uma riqueza que está exposta através de um espaço especial criado pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE, para comemorar estes 80 anos.
O próprio TSE explica em seu site:
_Museu do TSE, em colaboração com os tribunais regionais eleitorais, lança o Calendário Histórico da Justiça Eleitoral. Nele estão destacadas as principais conquistas da JE, bem como algumas curiosidades que marcaram a história política do país nesses 80 anos. O TSE espera, com isso, reavivar as conquistas da democracia em todo o âmbito da Justiça Eleitoral.

CRIAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL
Textos e fotos: Tribunal Superior Eleitoral
2º modelo título
Ano: 1890
 A criação da Justiça Eleitoral em 1932 resultou do movimento conhecido como Revolução de 1930. Quem atuou na elaboração do Código Eleitoral de 1932 acreditava participar de um processo histórico inédito e sem paralelo no país: a refundação da República.
A visão que se tinha das práticas políticas da República Velha era a pior possível.
Voto de cabresto, currais eleitorais, coronéis e seus jagunços compunham o cenário contra o qual a Justiça Eleitoral veio a por um fim.
Sabemos que tais práticas não se extinguiram imediatamente como desejavam homens e mulheres envolvidos com a elaboração do Código Eleitoral de 1932.
Muito trabalho havia de ser feito.
Em 1937 esses trabalhos findaram para só serem retomados em 1945, quando a experiência democrática foi inaugurada no país.
A Justiça Eleitoral em 1945 não começava do zero. Um passo importante tinha sido dado em 1932: a construção do conceito de voto individual.
EQUAÇÃO
A equação um indivíduo = um voto, criada em 1932, se tornou a razão de ser da Justiça Eleitoral. Ela está por trás dos esforços empreendidos no alistamento, organização das eleições, apuração dos votos e proclamação dos eleitos.
3º modelo título eleitoral
Ano: 1904
Para garantir que cada voto signifique a vontade de um único indivíduo, foram criados sucessivamente diversos instrumentos: cabines indevassáveis, sobrecartas e cédulas oficiais, recadastramento eletrônico de eleitores, informatização do voto até a identificação biométrica.
O direito ao voto foi sendo ampliado.
Desde 1988, ele é garantido a qualquer indivíduo, independentemente de gênero, orientação sexual, grau de instrução, credo, cor, opção política ou condição física.
Assim como mulheres e homens que atuaram na elaboração do Código de 1932, a Justiça Eleitoral se orgulha de comemorar em 2012 os 80 anos da primeira criação de um ramo especializado do Judiciário cuja finalidade é cuidar dos eleitores, dos candidatos e dos seus votos. 
NASCEU O MUSEU DO TSE
A história é por vezes negligenciada não pela falta de conhecimento sobre sua importância, mas por se priorizar a necessária administração do presente. Mudar esse paradigma requer profunda reflexão e imediata ação.
Em 1996, um eleitor atento à importância histórica de um documento pessoal doou um título eleitoral antigo para o registro histórico com o objetivo de ser exposto no Museu do TSE.
Infelizmente, o museu não existia, mas esse fato foi um importante incentivo para a melhoria dos serviços a serem prestados à sociedade. Foi a provocação necessária.
4º modelo título eleitoral
Ano: 1916
Chamado à realidade, o Tribunal se mobilizou para criar um espaço adequado à exposição de objetos e documentos que revelassem a trajetória eleitoral. Foi necessário um longo trabalho de busca e seleção de objetos aos quais estivessem agregados valores históricos em todo o acervo da JE. Assim, embora exista desde 1996, somente nos dias de hoje é que esse importante serviço foi institucionalizado.
Todo o trabalho envolvido na manutenção da história eleitoral do nosso país nos dá a dimensão do que poderá ser oferecido à nação como resultado do despertar da democracia.
OS EXCLUÍDOS
Desde o Brasil colonial, por questões políticas ou por preconceito, várias eram as razões para que se limitasse a ação do cidadão nas decisões políticas do país, e uma das maneiras mais eficazes para a manutenção do status quo era o controle da lista dos eleitores.
Quase sempre dominado pela aristocracia, a inclusão de novas categorias no restrito rol eleitoral se deu não por meio de conquistas ou lutas sociais, mas por interesses de grupos políticos divergentes. Numericamente, com exceção da categoria de gênero, eram relativamente coincidentes as categorias etárias, raciais, econômicas e literárias. Fazer a inclusão de qualquer uma delas quase sempre significou uma alteração relevante no conjunto político da nação.
Índios, negros (libertos ou não), clérigos, militares, pobres e iletrados eram os principais grupos excluídos. Foram necessárias diversas leis ordinárias e interpretações judiciais para alcançarmos a liberdade que temos hoje, as quais, apesar de terem suscitado discussões no passado, foram calcadas em valores éticos e morais contemporâneos.
A IDADE
5º modelo do título eleitoral
Ano: 1932
No período colonial, quando as eleições se davam em quatro graus, a idade mínima para ser eleitor era de 25 anos.
No Império, estabeleceu-se excepcionalmente que, nas eleições paroquiais, todos os casados teriam direito a votar e que, se solteiro, a idade mínima seria de 20 anos.
Com a proclamação da República, alterou-se a idade mínima para 21 anos, permanecendo esse limite até a Constituição de 1934 estender o direito de votar aos maiores de 18 anos.
A última alteração significativa quanto à faixa etária do eleitor se deu na Constituição de 1988, que tornou o voto facultativo para os maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
Em 1994, graças a uma decisão do TSE, uma adolescente capixaba de 16 anos teve seu pleito reconhecido, o que abriu caminho para milhares de jovens nessa faixa etária, e ela se tornou a primeira pessoa menor de 18 anos a votar. 
PARA BRASÍLIA
No dia seguinte à inauguração de Brasília, em 22 de abril de 1960, ao ocupar três andares do Bloco 6 da Esplanada dos Ministérios, mais uma vez o órgão máximo da Justiça Eleitoral instalou-se em um prédio não projetado exatamente para abrigá-lo.
A aparente singeleza do prédio, que compõe a harmoniosa e colossal totalidade da Esplanada dos Ministérios, parece ter sido pensada para permitir uma construção rápida; entretanto, a uniformidade do conjunto impressiona e, simbolicamente, lembra ao cidadão a importância das pastas ministeriais.
Nessa sede, o TSE diplomou apenas um presidente e, durante os 11 anos em que lá esteve, 3 presidentes foram escolhidos indiretamente pelo Congresso ou por um colégio eleitoral.
O quinto Código Eleitoral, vigente até hoje, foi publicado sob a administração dessa sede. 
SEDE PRÓPRIA
6º modelo do título eleitoral
Ano: 1945
No dia 9 de fevereiro de 1971, após 39 anos de sua criação – ou 25 anos de sua reinstalação – o Tribunal Superior Eleitoral finalmente inaugurou sua própria sede.
Projetado pelo arquiteto Nauro Esteves – integrante da equipe de Oscar Niemeyer na época – e construído para abrigar o TSE, o edifício foi instalado na Praça dos Tribunais Superiores, onde funcionam também outras cortes.
Apesar de ser o menor dos prédios locais, o imóvel chama a atenção por suas linhas discretas e elegantes e por possuir um dos maiores e mais magníficos vãos de concreto armado da América Latina, o que lhe confere admirável leveza.
Nessa sede, o TSE criou a urna eletrônica, consolidou as normas que regulamentam os pleitos (Lei nº 9.504/1997), implementou a identificação biométrica de eleitores e diplomou seis presidentes, dentre eles, a primeira presidenta do país 
LEGISLAÇÃO ELEITORAL
7º modelo título eleitoral
Ano: 1951
Durante todo o período pré-república, assim como hoje, as leis eleitorais tinham abrangência nacional. Entretanto, durante boa parte do período republicano, não foi exatamente assim.
A Constituição de 1891 dispunha, em seu art. 34, que competia privativamente ao Congresso Nacional “regular as condições e o processo da eleição para os cargos federais em todo o país”. Entretanto, com relação às eleições para os cargos estaduais e municipais, permitia-se que os estados legislassem em matéria eleitoral.
Também não havia padronização nem normatização para modelos de urnas e cédulas, o que gerava procedimentos e objetos bem diferentes em todo o território nacional. Além disso, apuração, mapas de resultados e processos de segurança eram tão improváveis que dificilmente acreditaríamos serem eles próprios para seus fins ou mesmo que assegurassem a lisura do pleito. Isso revelava a babel eleitoral em nosso país.
Com a criação da Justiça Eleitoral, a harmonia foi se estabelecendo, e hoje o Brasil é reconhecido por seu modelo eleitoral.

O voto da mulher e as representações sobre o eleitor 
*Ane Ferrari Ramos Cajado
*Thiago Dornelles Cardoso
8º modelo título eleitoral
Ano: 1957
Tendo em vista que ocorrem eleições desde que a primeira vila portuguesa foi fundada na América, em 1532, constatamos que as mulheres exercem direitos políticos há muito pouco tempo. Assim, como explicar o cenário atual em que as mulheres ocupam importantes cargos eletivos e representam maioria no eleitorado brasileiro?
Essa pergunta leva a outras: quando esses direitos foram estendidos às mulheres? O que se discutia nos embates pelo voto feminino? Por que não se lutava por esse direito em momentos anteriores? Para responder a essas perguntas, é preciso investigar as diferentes formas pelas quais o exercício do voto foi vivenciado por homens e mulheres nestes quase 500 anos de história eleitoral.
Voto familiar
A independência do Brasil, em 1822, iniciou um ciclo de mudanças na legislação eleitoral. Tivemos voto distrital, voto em listas completas e limitadas; voto direto (eleições locais) e voto indireto (eleições gerais). Apesar dessas mudanças, a lógica do sistema eleitoral não sofreu rupturas significativas.
O eleitorado continuava a ser fixado a partir do número de fogos dos municípios, ou seja, a quantidade de eleitores dependia das unidades familiares. O atrelamento do contingente eleitoral ao número de famílias refletia a característica de uma época marcada fortemente pelos laços de parentesco e dependência. Nesse contexto, o eleitor era uma pessoa a exercer determinada função dentro de um corpo social, seja a família, seja a própria sociedade.
9º e atual modelo do título eleitoral
Ano: 1986
Assim, o sufrágio não era dever e direito de todos; era privilégio de determinado personagem social, era prerrogativa da cabeça política da família. Exatamente nisso consistia o voto familiar: o eleitor, no ato de votar, manifestava a vontade de toda a família. Não se concebia, à época, a necessidade de expressão individual da vontade, posto que o personagem-eleitor manifestava a vontade de todo o corpo familiar.
A lei qualificava esse personagem-eleitor como “homem bom”, termo que trazia consigo uma série de distinções sociais: idade, renda, estado civil, escolaridade e status social (livre-liberto-escravo). Essas distinções definiam as várias gradações do personagem-eleitor que já se revelavam tanto na Constituição do Império quanto nas normas que regeram as eleições para as Cortes de Lisboa.
E as mulheres? Nessa sociedade, a posição e o papel exercido pelas mulheres também era bastante determinado pela função que deveriam desempenhar na família, ou seja, a de mãe, esposa e filha. Em decorrência da definição rígida dos papéis, às mulheres, em regra, não era permitido estudar, trabalhar, tampouco exercer atividades políticas que eram de exclusiva responsabilidade dos chefes de família.
Pipocam contestações: o lugar da mulher
No Brasil, as discussões sobre o papel da mulher se intensificaram a partir do final do século XIX. O panorama mundial era outro: os estados nacionais começavam a se estabelecer, o individualismo político e filosófico vicejava. Em uma sociedade que passava a se ver formada por cidadãos, não por grupos, uma questão se colocou: por que excluir metade dos indivíduos do processo eleitoral?
Nesse sentido, uma contestação ocorreu ainda nos anos 80 do século XIX. A Dra. Isabel de Matto Dellom, invocando o direito de alistamento dos bacharéis, requereu sua qualificação como eleitora. Nessa época, surgiram jornais e publicações nas quais as mulheres reivindicaram maior participação política. Por exemplo, Josefina Álvares de Azevedo, em 1890, escreveu uma peça chamada O Voto Feminino. Essas e outras mulheres começaram a questionar a interdição do voto à mulher.
Contudo, não só mulheres participaram da luta pelo sufrágio feminino. Intelectuais, políticos e religiosos atuaram no movimento que desembocou no direito do voto à mulher em 1932.
Alguns clérigos e organizações religiosas (como a Federação Pernambucana para o Progresso Feminino, a Liga Eleitoral Católica e a Cruzada de Educadoras Católicas) se interessavam pelo voto da mulher, na medida em que as viam como representantes de valores religiosos e morais que poderiam ajudar a reformar o panorama político.
No cenário legislativo, alguns parlamentares defenderam o voto feminino e emendas foram propostas. Apesar disso, a primeira Constituição Republicana se omitiu sobre os direitos políticos da mulher, possibilitando que os estados tratassem da matéria. Assim, a “Constituição Política” da cidade de Santos (1894) garantiu o voto à mulher, ainda que tenha sido anulada logo em seguida. A omissão constitucional também ensejou o alistamento de Celina Guimarães Viana e de outras mulheres no Rio Grande do Norte, em 1927. Elas votaram na eleição de 1928, mas seus votos foram invalidados pela Comissão de Verificação de Poderes.
Dessa forma, a conquista do voto feminino, em 1932, foi resultado da atuação de feministas, setores do clero católico, intelectuais e políticos. Essa demanda indicava uma nova percepção social sobre o eleitor, que passou a ser identificado como um indivíduo cuja expressão da vontade deve ser assegurada.
O voto individual e a Justiça Eleitoral
A criação da Justiça Eleitoral, em 1932, fez parte do projeto de modernização imposto ao país pelo movimento de 1930. Sem dúvida, a inserção do Brasil no rol dos países civilizados passava pela confiabilidade do sistema eleitoral. Para atingir esse objetivo, além de um processo eleitoral transparente, era fundamental transformar os próprios eleitores.
Antes, no Império e mesmo na Republica Velha, o eleitor não era um indivíduo, era uma pessoa integrante de um corpo social que, na maioria das vezes, incluía laços de parentesco e relações de dependência. Tais relações geravam práticas eleitorais que passaram, então, a ser duramente atacadas e, por isso, ficaram conhecidas charges e críticas ao chamado “voto de cabresto”. Sendo assim, qualquer experiência eleitoral que não considerasse o eleitor como um indivíduo passou a ser classificada como crime.
Nesse contexto, o voto feminino pode ser entendido na esteira do processo de individualização do eleitor. Esse processo consistiu na alteração de uma lógica grupal para uma lógica individual. Vimos anteriormente que os interesses da família eram expressos pela vontade de apenas um eleitor, o “homem bom”. Posteriormente, a vontade passou a ser expressão exclusiva do indivíduo, não cabendo interferências de qualquer ordem na sua formação e manifestação. Por isso o grande esforço, na década de 1930, em assegurar o sigilo do voto (criação das cabines indevassáveis), o voto individual (inclusão das mulheres) e a soberania da vontade eleitoral (imparcialidade da Justiça Eleitoral na organização, apuração e proclamação dos eleitos).
A participação política das mulheres não se restringe, entretanto, à participação eleitoral (direito de votar e de ser votada). Ela diz respeito, sobretudo, a uma atuação política ampla, que abarca todos os âmbitos da vida em sociedade. No tópico a seguir, apresentamos alguns exemplos da atuação política das mulheres nos últimos anos.
Participação feminina para além do voto
1ª eleitora do Brasil
Celina Guimarães Vianna
Durante as décadas de 1960 e 1970, outras pautas foram incorporadas à luta das mulheres: liberdade sexual e dos costumes, inserção da mulher em mercados de trabalho tradicionalmente masculinos e divórcio. A atuação feminina na política foi ganhando cada vez mais expressão, a exemplo da participação de algumas delas nos movimentos de contestação ao Regime Militar, inclusive na luta armada.
Os avanços seguiram com a criação da primeira Delegacia de Defesa da Mulher, em 1985, e, mais recentemente, com a Lei Maria da Penha, que, em 2006, criou mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher.
Em questões acadêmicas, no ano de 2004, o número de mulheres que obtiveram título de doutorado superou o número de homens que obtiveram esse título.
Atualmente, a bancada feminina na Câmara dos Deputados se estabelece em torno de pouco menos de 10%, em comparação com o número de deputados homens. Com relação à candidatura para cargos políticos, a Lei nº 12.034/2009 define a cota mínima de 30% e a máxima de 70% para cada um dos sexos.
A comissão de reforma política do Senado Federal aprovou, em abril de 2011, a alteração dessa cota. Se as alterações da comissão virarem lei, as eleições ocorrerão por meio do sistema de listas fechadas, que deverão ser compostas por homens e mulheres, alternadamente, garantindo-se um percentual de 50% para cada um dos gêneros.
Os parlamentares que atuam na comissão da reforma política reconhecem a necessidade de criação de instrumentos que favoreçam a maior presença feminina nas disputas por cargos políticos. A falta desses mecanismos não impediu, no entanto, a eleição da primeira presidente do país em 2010, registro da ampla possibilidade de realização dos indivíduos na sociedade, para além das diferenças de gênero.
*Ane Ferrari Ramos Cajado é Analista Judiciário, lotada na Seção de Acervos Especiais, da Coordenadoria de Biblioteca da Secretaria de Gestão da Informação. Bacharel em História pela Universidade Federal da Bahia.
*Thiago Dornelles Cardoso é estagiário da Seção de Acervos Especiais e estudante de História da Universidade de Brasília.
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