18 de agosto de 2015

CONTA-GOTAS...NOTÍCIAS

BEM-VINDA, CRIATIVIDADE!

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MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DIVULGA CAMPANHA CONTRA A CORRUPÇÃO
Jornalistas de Uberaba foram chamados pelos procuradores da República para reunião de detalhamento da campanha
Procuradores da República em Uberaba, Thales Messias Pires Cardoso e Felipe Barros Carvalho Pinto, reúnem a imprensa neste dia 19 de agosto, quarta-feira, às 11h, na sede da Procuradoria (avenida Gabriela Castro Cunha, nº 340 - Vila Olímpica). 
Em pauta, a campanha “Corrupção, Não!” - realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) do Brasil em parceria com a Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos (Aiamp), com o objetivo de debater e combater a corrupção. Os dois procuradores de Uberaba vão apresentar e explicar as dez medidas  propostas pela campanha, além de detalhar a participação do Ministério Público no combate à corrupção e pedir o apoio dos jornalistas e da população.
A campanha “Corrupção, Não!” visa a atingir, principalmente, jovens de 16 a 33 anos, seja através da imprensa formal – jornais impressos, rádios, televisão, ou através das redes sociais. A escolha do público-alvo levou em conta a indignação dos jovens em torno do assunto. 
Em entrevista, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, justificou que pesquisas recentes da Transparência Internacional apontam que os jovens são os mais incomodados com a corrupção.
Campanha também envolve abaixo-assinado a ser enviado ao Congresso Nacional pedindo o aprimoramento das leis de combate à corrupção – incluindo a celeridade nas ações de improbidade administrativa; aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores; reforma do sistema de prescrição penal. 

HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFTM ACERTA PARCERIA 
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM/sede Uberaba) fechou apoio ao Ministério Público Federal, na campanha de combate à corrupção. Material sobre a campanha e abaixo-assinado estão sendo disponibilizados pela UFTM para os servidores, colaboradores e alunos que frequentam o complexo hospitalar. Apoio foi anunciado durante visita do procurador da República em Uberaba, Thales Messias Pires Cardoso, quando ele foi recebido pelos gestores do HC  e apresentou as propostas da campanha. 
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ANTÔNIO LERIN FAZ DISCURSO, OBSERVADO POR ANDERSON ADAUTO - QUE OCUPOU
LUGAR DE DESTAQUE À MESA DOS TRABALHOS DO PSB
“PRÓXIMO PREFEITO DE UBERABA ESTÁ PRESENTE NESTE EVENTO”
_Declaração foi feita pelo deputado Lerin, em reunião do seu partido, onde os dois principais políticos de Uberaba presentes eram ele próprio e Anderson Adauto
Com discursos e entrevistas pautados principalmente pelas eleições municipais de 2016 – prefeito, vice-prefeito e vereador, o PSB do deputado estadual Antônio Lerin realizou encontro regional em Uberaba, tendo como principal estrela o presidente estadual e prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. De Uberaba, os dois principais nomes eram o próprio Lerin e o ex-prefeito e ex-ministro de Lula, Anderson Adauto (PRB).
"O próximo prefeito de Uberaba está presente neste evento” – afirmou Lerin, candidato derrotado pelo peemedebista Paulo Piau em 2012, e já com pré-candidatura em movimento rumo a 2016. 
Por enquanto impedido pela Lei da Ficha Limpa de se candidatar no ano que vem (o que só será liberado se ele reverter sentenças condenatórias no Tribunal de Justiça de Minas Gerais/TJMG), Anderson Adauto admitiu aliança com Lerin.
"Quando me perguntam sobre a minha parceria com Lerin hoje, digo que ela é natural porque caminhamos na mesma direção. Ambos não pretendemos apoiar a atual administração e ambos queremos devolver Uberaba ao povo" – disse AA durante o encontro do PSB, em declaração repercutida pela assessoria de imprensa do deputado estadual.

MANOEL RODRIGUES RI DE ORELHA A ORELHA DIANTE DOS
RESULTADOS DO PACE/ACIU
ACIU ANUNCIA ACERTOS NA ORDEM DE R$ 12 MILHÕES PARA OS COFRES DA PREFEITURA DE UBERABA
Programa concorre ao Prêmio Innovare Especial 2015
De novembro do ano passado a julho de 2015, o Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual/Pace, da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba/Aciu recuperou mais de R$ 12 milhões para os cofres da prefeitura, representando cerca de 10% dos créditos inscritos na dívida ativa do município, de conciliações realizadas entre contribuintes e a administração pública, e de mutuários e a Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande/Cohagra. 
O presidente da Aciu, Manoel Rodrigues, explica que a recuperação de um montante tão significativo – em plena crise econômica, se deve ao fato de o contribuinte que procura o Pace receber descontos nos juros e multas, e ainda ganhar prazo para pagar. 
O programa, segundo ele, surgiu em 2010 e desde então já contabilizou cerca de 15 mil ações resolvidas, sem que tenham chegado ao Poder Judiciário. 
O Pace/Aciu – revela ele, está concorrendo a uma das principais premiações do país, o Prêmio Innovare, na categoria Premiação Especial, cujo tema em 2015 é a “Redução das ações judiciais do Estado: menos processos e mais agilidade”.

ORGANIZADORES DA 3ª EXPOCIGRA/FIEMG COMEMORAM VENDA DE 75% DOS ESTANDES
A 3ª edição da Feira Multissetorial do Vale do Rio Grande – ExpoCigra/Fiemg, foi lançada já revelando números positivos. Nada menos do que 75% dos estandes estão comercializados/reservados para 90 expositores. 
Evento acontece de 1º a 3 de outubro, no Pavilhão Multissetorial do Parque Fernando Costa, das 14h às 22h. Expectativa dos organizadores é de que 25 mil visitantes passem pelo local. 
A feira está sendo preparada para promover um atendimento de excelência aos empresários e à população de Uberaba e região” – disse o presidente da Fiemg/Uberaba - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, e do Cigra - Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande, Nagib Facury.
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/Sebrae, Prefeitura de Uberaba, Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato Rural de Uberaba (SRU) apoiam o evento.
Marcaram presença no lançamento, entre outras lideranças, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária/FPA, deputado federal Marcos Montes (PSD), o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Altamir Rôso, e o prefeito de Uberaba, Paulo Piau.
Foto de Paulo Lúcio reúne Romeu Borges (Sindicato Rural), Marden Magalhães (Sebrae), Miguel Faria (CDL), Marcos Montes (FPA), Altamir Rôso (secretário), Nagib Facury (Fiemg e Cigra), deputado estadual (Tony Carlos/PMDB), Manoel Rodrigues Neto (Aciu) e prefeito de Conceição das Alagoas, Celson Pires
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GOBO CLUB: Leitura divertida para a criançada!
Novo aplicativo traz livros infantis de uma maneira moderna 
O incentivo à leitura ainda na infância acaba de ganhar um aliado e tanto. É o aplicativo Gobo Club, que disponibiliza livros interativos para as crianças.  Dos mesmos criadores do Escola Games - site já consagrado quando o assunto são jogos lúdicopedagógicos, o Gobo Club traz uma série de livros de uma maneira moderna e divertida ao público. 
No Gobo Club é possível encontrar releituras de clássicos como Cinderela, A Bela Adormecida, Os Três Porquinhos, João e Maria, além de muitos outros. O aplicativo que envolve os pequenos em um mundo de fantasia e aventura, ainda disponibiliza atividades para a criançada soltar a imaginação, aprender e se divertir a valer. Entre as atividades tem forma palavras, jogo das sílabas e das vogais e jogo da memória.
O Gobo Club destaca-se pelas histórias inéditas, ilustrações exclusivas e narração em português. Sim! É possível ler o livro ou apenas ouvir e acompanhar palavra por palavra.
Periodicamente, novos títulos são lançados. Na versão gratuita é permitido o acesso a um livro e seis atividades. Os demais são liberados mediante assinatura que pode ser mensal ou anual.
Mais informações em www.gobo.club.
 *Disponível para Android e IOS para celular ou tablet.

CEMIG REÚNE IMPRENSA DO TRIÂNGULO PARA APRESENTAR PROGRAMA DE USINAS DA REGIÃO
Companhia Energética de Minas Gerais/Cemig  promoveu na manhã de 18 de agosto, em Uberaba, reunião do Programa Proximidade - realizado pelas usinas hidrelétricas de Jaguara e Volta Grande. O evento destacou as ações ambientais, a meteorologia, aspectos operativos do reservatório, a segurança de barragens, além do Programa Peixe Vivo e monitoramento do mexilhão dourado nas duas usinas. 
O Proximidade é um programa criado pela Cemig para estreitar o relacionamento e, em conjunto com outros programas da empresa, promover o desenvolvimento social das comunidades próximas às usinas sob sua concessão.
De acordo com o gerente de Planejamento Energético da Cemig, Marcelo de Deus Melo, o programa tem ampliado a relação da empresa com a população. “A partir da criação do Proximidade, conseguimos nos relacionar com várias comunidades do Estado. A chance de conversar com a sociedade é muito positiva para a empresa”, ressalta.
O programa leva à população informações sobre a operação das usinas e as modificações que elas promovem na região instalada, trazendo diversos benefícios às comunidades ribeirinhas. “As usinas regularizam as vazões do rio à jusante (abaixo da barragem), disponibilizando água nos períodos secos e amenizando as consequências das cheias na época das chuvas, evitando as enchentes. Tanto a jusante, como também a montante (acima da barragem), em atenção à lei, os vários usos múltiplos das águas são observados”, afirma Marcelo de Deus. 
Na região do Baixo Rio Grande, será apresentada a configuração dos empreendimentos hidrelétricos locais e como se dá a regularização de vazões realizada pela a UHE Furnas.
Usina Hidrelétrica de Jaguara está situada no rio Grande, na divisa de Minas Gerais e São Paulo. Sua casa de força está localizada no município paulista de Rifaina. No lado mineiro, a hidrelétrica ocupa área do município de Sacramento. Com início de operação em 1971, a usina possui capacidade instalada de 424 megawatts. Seu reservatório pode armazenar até 470 milhões de metros cúbicos de água.
Usina Hidrelétrica de Volta Grande está situada na cidade de Miguelópolis, em São Paulo. Com início de operação em 1974, a usina possui capacidade instalada de 380 megawatts. A usina possui a estação ambiental de Volta Grande, que é a primeira estação ambiental da empresa e tem como objetivo primordial a realização de estudos sobre a qualidade da água e o desenvolvimento de técnicas de manejo e reprodução de espécies nativas de peixes na bacia do rio Grande, em parceria com universidades e institutos de pesquisa.
A estação ambiental abriga um dos mais importantes centros de piscicultura do Brasil. Como os peixes migradores ou de piracema não se adaptam ao regime de águas lênticas dos reservatórios para completar o seu processo reprodutivo, a Cemig desenvolve ali um projeto de reprodução induzida. Em fevereiro deste ano, a Cemig e a Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) firmaram convênio para que a instituição faça a gestão da estação ambiental.

COMISSÃO DA CÂMARA APROVA TARIFA MENOR PARA MORADORES DE REGIÕES COM HIDRELÉTRICAS
E por falar em energia elétrica, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados acaba de aprovar proposta que isenta os consumidores do pagamento das despesas relacionadas à transmissão em municípios que possuem usina hidrelétrica ou pequena central hidrelétrica em seu território. O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Walter Ihoshi (PSD/SP), que incluiu a alteração no corpo da Lei 8.631/93, que define normas para as tarifas do serviço público de energia elétrica.
Ao defender a medida, o relator afirmou que a geração de energia elétrica por hidrelétricas, apesar de essencial para o país, acarreta impactos ambientais e sociais no município produtor, justificando o benefício da redução da tarifa de energia para os residenteste desses municípios.
O custo de transmissão é o valor devido pelo consumidor aos agentes de transmissão e de distribuição em razão do transporte da energia elétrica entre o ponto de geração e o ponto de consumo.
Segundo dados de 2012 da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), o percentual médio de transmissão na composição da tarifa da energia elétrica é de 8%.
Tramitação 
O texto será ainda analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Ou seja, não precisa ir ao plenário.

PAULO PIAU APRESENTA O HISTÓRICO MERCADO MUNICIPAL AO PREFEITO DE
BH E PRESIDENTE DA FRENTE NACIONAL DE PREFEITOS, MÁRCIO LACERDA,
QUE ESTEVE EM UBERABA PARA PARTICIPAR DE REUNIÃO DO SEU PARTIDO, O PSB
(FOTO: ENERSON CLEITON)
PRESIDENTES DA FMP E DA AMVALE CHAMAM A IMPRENSA PARA EXPOR DRAMA DAS PREFEITURAS
Presidente da Frente Mineira de Prefeitos e vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Paulo Piau – de Uberaba, e o presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande/Amvale, Celson Pires – de Conceição das Alagoas, reúnem 27 colegas de municípios do Triângulo Sul, dia 19 de agosto, quarta-feira, em Uberaba. Em pauta, a situação dramática que as prefeituras estão enfrentando neste período de crise econômica e a necessidade de se colocar os problemas a público, e portanto, para conhecimento da  população. Não por acaso, os dois líderes recebem a imprensa regional por volta de 10h30.

JUSTIÇA NÃO ACEITA DENÚNCIA CONTRA ESTUDANTES; ADVOGADO PEDE QUE MPF NÃO RECORRA
Adriano Espíndola diz que existem assuntos mais graves, tipo a corrupção que tomou conta do Brasil
Justiça Federal indeferiu denúncia do Ministério Público Federal/MPF contra os estudantes Homero Júnior, Ricardo Dias, Yago Oliveira e G.M.D.M por crime de pichação de patrimônio público. 
Eles foram acusados pelo procurador Thales Cardoso de terem pichado as paredes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro/UFTM, durante ocupação estudantil em 2014. Na defesa dos jovens, o advogado Adriano Espíndola Cavalheiro afirmou que não houve pichação, mas sim, intervenções artísticas que retratavam a insatisfação dos estudantes com a política educacional brasileira e com a postura da Reitoria da UFTM diante dos direitos e reivindicações dos alunos.
"Essas intervenções artísticas - que substituíram o frio branco das paredes do Centro Educacional da UFTM por poesias, gravuras e mensagens - são mantidas pela universidade até hoje, o que reforça que não se trata de depredação do patrimônio público, como equivocadamente entendeu o Ministério Público no presente caso" - destacou o advogado.
Além disso - segundo ele, o inquérito policial aberto pela Polícia Federal a pedido do MPF, concluiu que não havia como identificar os autores das supostas pichações. "Houve uma tentativa de criminalizar a luta dos estudantes e dos trabalhadores" - disse Cavalheiro, que atuou no caso a pedido do SinteMed (Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Município de Uberaba).
"Espero que o Ministério Público Federal aceite a decisão da Justiça e não recorra; falo isso com todo o respeito possível; existem situações mais graves para serem fiscalizadas, em especial num momento em que o país está diante de escândalos de corrupção" - destacou Adriano Espíndola a esta coluna. 


SEDE DA EPAMIG UBERABA
EPAMIG/UBERABA DIVULGA BALANÇO 
Principais pesquisas no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
*Texto/fonte: Isabela Avelar
*Fotos: Divulgação Epamig
_Assessoria de Imprensa Epamig Regional Uberaba
Tecnologias geradas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais/Epamig, na Unidade Regional do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba/URETP, com sede em Uberaba, têm assegurado um expressivo índice de produtividade, além da expansão do setor agropecuário na mesorregião – onde existem quatro campos experimentais: Patos de Minas, Patrocínio, Araxá, além da sede.
Seus dez laboratórios de pesquisas fazem análises de sementes, solos, fertilizantes, corretivos e fitopatologia, e também prestam serviços para terceiros – contribuindo indiretamente, mas de forma significativa, para a produção de soja, milho, aves, bovino, suíno, leite, cana, e para o fomento da biotecnologia de sementes, matrizes, reprodutores, sêmen e embriões.
Hoje, as principais atividades de pesquisa e prestação de serviços na região envolvem a bovinocultura e grandes culturas. 
Evolução
Graças ao trabalho dos pesquisadores e às novas tecnologias geradas pela Epamig e instituições parceiras, os solos do cerrado, considerados impróprios para a agricultura até o final dos anos 1960, tornaram-se propícios para a produção de alimentos, de fibras e de energia, com foco em sustentabilidade, preservação ambiental e responsabilidade social.
DIA DE CAMPO SOBRE SOJA
Soja  
Em 2005, a Epamig lançou, em parceria com Embrapa e Fundação Triângulo, a 1ª variedade de soja transgênica brasileira. Lançou em 2008 a 1ª cultivar de soja especial para alimentação humana (MGBR – 790A - “Soja de Minas”), adaptada ao cerrado. Em 2011, a empresa lançou a soja de coloração marrom para alimentação humana (MGBR – 800A -“Soja de Minas”).
Outra pesquisa relacionada ao grão está sendo desenvolvida no Campo Experimental Sertãozinho, em Patos de Minas, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Pelo terceiro ano, são feitos os experimentos do Projeto de Avaliação de Cultivares de Soja. São avaliadas a adaptabilidade e estabilidade de cultivares e linhagens transgênicas e convencionais, além da aplicação de doses crescentes de glifosato em cultivares de soja.
GIR LEITEIRO UBERABA
Gir leiteiro
O Programa de Melhoramento Genético da Raça Gir Leiteira da Epamig, que busca uma raça adaptada para a região tropical do Brasil, é referência nacional. A pesquisa visa a aprimorar a aptidão leiteira em condições de pastagem com a mínima utilização de suplementação concentrada, tornando a atividade leiteira atrativa do ponto de vista econômico.
No início do programa, o plantel do Campo Experimental Getúlio Vargas, em Uberaba, apresentava produção média de 3,5 kg/dia. Atualmente, a produção é de 12,0 kg/dia, dentro de um sistema de produção a pasto, buscando a diminuição do custo de produção. 
O fomento para a seleção da raça, por meio da utilização de métodos científicos, evoluiu e, hoje, o grande diferencial do gir leiteiro não está apenas na sua produtividade, mas também na qualidade do leite.
O rebanho da Epamig também tem sido selecionado para características como fertilidade e docilidade. Junto com o programa de melhoramento, a empresa desenvolve pesquisas sobre nutrição, pastagem, sanidade e reprodução voltadas para o setor produtivo, disponibilizando material genético superior por meio de seus leilões.
Comercialização
Em 2015, a Epamig realizou o seu 58º Leilão Gir Leiteiro, que chamou a atenção dos participantes pela alta qualidade genética dos animais ofertados. Todas as 30 fêmeas apresentadas foram vendidas, inclusive uma das melhores doadoras do plantel - a Vanguarda, que alcançou uma cifra de R$19, 2 mil. O preço médio do leilão chegou a quase R$ 7,4 mil.
Outra conquista deste ano foi a inserção da Epamig no Pró-Genética On Line, programa que disponibiliza reprodutores zebuínos melhorados para todo mundo.
Visitas técnicas
Por ser considerado modelo na criação de gir leiteiro do país, todos os anos o Campo Experimental Getúlio Vargas/Uberaba entra  na rota das visitas técnicas - realizadas durante a Exposição Internacional do Gado Zebu (ExpoZebu). 
Criadores, pesquisadores, estudantes, investidores de todo país e do mundo têm a oportunidade de conhecer o  rebanho - que participa do processo de seleção desde 1948, e os resultados das pesquisas do Programa de Melhoramento Genético do Gir Leiteiro. “Acessando esses conhecimentos os visitantes têm condições de modificar ou adequar melhor os sistemas de produção nas suas propriedades”, diz o pesquisador Leonardo de Oliveira Fernandes.
Programa nacional
Em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) e com a Embrapa Gado de Leite, a Epamig participa do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL). As ações do PNMGL vão desde a pré-seleção dos futuros reprodutores, passando por todo o acompanhamento de suas progênies até chegar ao resultado final das provas.
Uma das principais colaboradoras do Teste de Progênie do PNMGL, a Epamig participa com seu rebanho do Campo Experimental Getúlio Vargas/Uberaba e inclui touros em teste. Com mais de 300 touros testados e outros touros em teste, o PNMGL gera importante repercussão técnica e econômica para a raça, os criadores e o mercado em geral.
Controle biológico
Há mais de 20 anos, o rebanho da Epamig não utiliza produtos químicos para controle de carrapatos e mosca dos chifres. O controle biológico aliado à resistência do rebanho gir leiteiro e o equilíbrio ecológico vem possibilitando a convivência pacífica dos parasitos com o hospedeiro, não chegando a causar danos econômicos aos animais.
Gado F1
No Campo Experimental Sertãozinho/Patos de Minas, a Epamig desenvolve, desde 1998, tecnologias para produção de leite com sustentabilidade econômica e responsabilidade social, por meio do Programa do Gado F1 (meio-sangue holandês e meio-sangue zebu). O programa tem uma produção sustentável de leite e carne a pasto, a partir de tecnologias desenvolvidas pela Epamig, aplicáveis às pequenas e médias propriedades. 
O gerente do Campo Experimental Sertãozinho, Gixlane Dimas da Silva, afirma que o gado F1 é mais rentável para o pequeno produtor.  A média da produção de leite por vaca em Minas Gerais é de 1.350 litros por lactação, enquanto a média de produção das vacas F1 no sistema de produção da Epamig é de 2.779 litros por lactação.
Girolando
A Epamig também participa do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) nas “Provas de pré-seleção de touros Girolando”. O trabalho é realizado por meio da parceria entre a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Embrapa Gado de Leite, Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). 
Em 2015 aconteceu a terceira prova. Os resultados foram publicados no Sumário de Touros.  “Nas provas de pré-seleção foram avaliados 68 touros jovens. Destes, 30 (41%) foram classificados para participar do teste de progênie do PMGG. Esses animais foram considerados andrologicamente superiores, pré-selecionados quanto aos quesitos de fertilidade e viabilidade do sêmen à criopreservação” - informa o pesquisador Marcos Brandão Dias Ferreira. 
O material biológico coletado dos touros, assim como os dados de desempenho durante a prova, alimentam as pesquisas da Epamig sobre a raça.
Feijão
Parte dos trabalhos do Programa de Melhoramento do Feijoeiro, nos últimos 35 anos, é conduzido no Campo Experimental Sertãozinho/Patos de Minas, em parceria com Universidade Federal de Lavras (UFLA), Embrapa e Universidade Federal de Viçosa (UFV). 
De acordo com a pesquisadora Ângela de Fátima Barbosa Abreu, são inúmeras as realizações do programa com a participação da Epamig, como a recomendação de 15 cultivares nos últimos anos, a publicação de aproximadamente 100 artigos em periódicos especializados, a orientação de cerca de dezenas de teses e dissertações nos últimos 29 anos.
Na opinião da pesquisadora, o campo de Patos de Minas é estratégico para o programa por várias razões. “Além da tradição no cultivo do feijão, ele se situa em uma região que é um polo agrícola do Estado, tem tradição no cultivo do feijão e disponibilidade de estrutura física e de recursos humanos para a condução dos trabalhos” - diz. Segundo ela, as condições de fertilidade do solo e clima são bem díspares das existentes nas outras regiões em que o programa é conduzido.
Nos experimentos atuais do programa no Campo Experimental Sertãozinho são desenvolvidas novas cultivares de feijão, estudadas a resistência de cultivares à doenças, além do controle de pragas e adubação. 
Devido à diminuição do volume das chuvas, nos últimos anos, que acarretou uma crise hídrica também na região, há dois anos o pesquisador Maurício Antônio de Oliveira Coelho acompanha os experimentos para seleção de progênies de feijoeiro eficientes no uso da água. “Avaliando centenas de genótipos, a pesquisa visa a selecionar aqueles mais tolerantes à seca” - explica o pesquisador. O trabalho com o feijão também testa cultivares com resistência/tolerância à mosca-branca (Bemisia tabacci).
Trigo
Em 1976, a Epamig iniciou o Programa de Melhoramento de Trigo, sediado em Uberaba, em parceria com a Embrapa e Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba (Coopadap). A partir de 1995, ocorreu a adesão de outros parceiros de pesquisa e dos moinhos de Minas Gerais, visando a ampliar a área com trigo na região. A Epamig, junto com Embrapa e Universidade Federal de Viçosa (UFV), lançou novas variedades de trigo para o cerrado de Minas Gerais.
Nos últimos três anos a cultura do trigo avançou mais de 100% no Estado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE mostram que a área plantada passou de 21,5 mil hectares em 2012 para 55,0 mil hectares em 2014. 
Para dar suporte técnico aos triticultores, dezenas de experimentos estão sendo conduzidos pela Epamig, em parceria com a Embrapa Trigo, no Campo Experimental Sertãozinho/Patos de Minas.
Os experimentos são acompanhados por pesquisadores e bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). 
O principal projeto do Campo Experimental Sertãozinho, hoje, é o Programa de Desenvolvimento de Cultivares de Trigo para Minas Gerais, uma parceria da Epamig com a Embrapa Trigo. A pesquisa visa a disponibilizar cultivares adaptadas às diferentes condições de solo e clima do Estado, tanto para aquelas regiões tropicais, como o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, quanto para as regiões mais frias, como o Campo das Vertentes e o Sul de Minas.
Segundo o pesquisador Maurício Coelho, com um mercado cada vez mais crescente a Epamig e Embrapa Trigo consideram necessário não só disponibilizar cultivares adaptadas para região tropical, mas também tolerantes e/ou resistentes às doenças, principalmente à brusone, que é capaz de reduzir em até 100% a produtividade de lavouras localizadas em regiões mais quentes do estado. 
O pesquisador comenta que não existe, ainda, nenhuma cultivar resistente à brusone, mas já foram identificados genótipos com diferentes níveis de tolerância. Para ele, a resistência genética é a alternativa mais econômica para o controle de doenças.
Ele diz ainda, que enquanto a pesquisa busca cultivares com altos índices de tolerância e até de resistência à brusone, os triticultores, principalmente das regiões tropicais brasileiras, podem conviver com a doença dentro de níveis baixos de incidência. 
De uma forma geral, ele adianta que os principais fatores desfavoráveis ao fungo causador da brusone são: espigamento da cultura em meses mais frios; planejamento da semeadura de acordo com o ciclo e com as condições ambientais da região; evitar irrigação e a coincidência de períodos chuvosos no espigamento.
PESQUISA SOBRE CAFÉ EM ARAXÁ
Café
O Programa de Pesquisa em Cafeicultura de Minas Gerais foi iniciado na década de 1970 em razão da constatação da ferrugem no território brasileiro. Para minimizar os prejuízos que essa doença ocasionaria à cafeicultura brasileira, várias linhas de pesquisa foram estabelecidas com metas a curto, médio e longo prazos.
A Epamig iniciou, a partir de 1974, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), um vasto programa de melhoramento genético do cafeeiro, visando à obtenção de cultivares de café portadoras de resistência ao agente causador da ferrugem, o fungo Hemileia vastatrix Berk. et Br. 
Os pesquisadores começaram um estudo nas principais regiões cafeeiras do estado de Minas Gerais, com o intuito de selecionar material genético, visando à obtenção de cultivares com resistência ao fungo H.vastatrix e capazes de promover o controle genético desse patógeno, que causa severos prejuízos à lavoura cafeeira.
O Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, desenvolvido na Epamig, com instituições parceiras, teve como primeiros resultados a avaliação regional do comportamento das linhagens de Catuaí Vermelho, Catuaí Amarelo e Mundo Novo, nas principais regiões cafeeiras de Minas Gerais. 
Desse trabalho, foi possível conhecer o comportamento regional das cultivares tradicionais às condições edafoclimáticas das principais regiões cafeeiras do Estado e recomendar aos cafeicultores de cada uma delas, aquelas mais adaptadas e produtivas. 
Segundo o coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura da Epamig, César Elias Botelho, um resultado de relevância foi a instalação, a partir de 2005, do Banco Ativo de Germoplasma de Café da Epamig, localizado no Campo Experimental de Patrocínio. “Este Banco de Germoplasma possui grande variabilidade para resistência aos principais agentes bióticos e abióticos, além de porte e arquitetura de plantas, uniformidade e época diferenciada de maturação dos frutos, que representam importante matéria-prima para o prosseguimento do programa estadual de melhoramento genético do cafeeiro” - diz.
Cerca de 50% das variedades de café cultivadas no cerrado brasileiro foram desenvolvidas com a participação da Epamig. “O Campo Experimental, em Patrocínio, participou ativamente no trabalho de seleção das cultivares desenvolvidas pelo Programa Café, bem como na adaptação de cultivares de outras instituições para as condições do cerrado” -  informa o pesquisador. 
O local tem um dos maiores bancos de germoplasma de café do Brasil, com 1.563 materiais implantados para acesso. É sede do Centro de Excelência do Café Cerrado, infraestrutura composta de Laboratório de Qualidade do Café e Centro de Treinamento com auditório, salas de apoio, refeitório e dormitórios.
Campo de Araxá 
Devido às características de relevo, solo e das condições climáticas, a Microrregião do Planalto de Araxá tem grande potencial para a cultura do café. Durante um dia de campo, agora, em 2015, o pesquisador César Botelho apresentou os resultados preliminares das pesquisas sobre o cultivo de café do Campo Experimental de Araxá. 
Os experimentos são realizados há três anos e a produção já está na segunda safra. De acordo ele, as cultivares se adaptaram e estão se desenvolvendo bem. 
Algumas estão se destacando como: Sacramento, Araponga, Aranãs e Topázio. Pela nossa experiência e análise visual é possível constatar que a linhagem Topázio tem um melhor desempenho nesta região do que no Sul de Minas, mais especificamente nas regiões de Três Pontas e São Sebastião do Paraíso” - diz.
O pesquisador afirma que há um grande potencial para o cultivo do chamado café de altitude na região. “Temos, inclusive, a expectativa de instalação de novos experimentos de competições de cultivares, por meio de projetos do Consórcio de Pesquisa Café - Epamig/Embrapa Café” - ressalta César Botelho.
Macaúba
No Campo Experimental Sertãozinho/Patos de Minas, pesquisadores acompanham experimentos do projeto de Desenvolvimento Tecnológico para a Exploração Sustentável da Macaúba (Acrocomia aculeata) e subprojeto Desenvolvimento de Tecnologia para o Cultivo Racional de Macaúba: Modelo de Exploração e Parâmetros Nutricionais.
De acordo com o pesquisador Alex Teixeira Andrade, algumas mudas do experimento, plantadas num manejo controlado, sem nenhum tipo de problema com planta daninha, são as que estão com porte maior. “Essas provavelmente chegarão a produzir”, diz. Segundo ele, aonde existe manejo com milho e com feijão e, até mesmo, sem a braquiária nas entrelinhas, a macaúba consegue crescer e se desenvolver melhor. “Esperamos que essas plantas, com cinco a seis anos, ou seja, daqui a dois anos, deem frutos”, acrescenta.
Fruticultura
O Campo Experimental Getúlio Vargas/Uberaba está reiniciando seus trabalhos de fruticultura no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O objetivo é gerar pesquisas, apoiar as atividades frutícolas já consagradas na região e avaliar outras frutíferas potenciais. Segundo o pesquisador Daniel Angelucci de Amorim, a goiabeira e a videira são espécies que poderão ser testadas por meio dos experimentos ou pequenos projetos.
O pesquisador informa que a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba é a que mais produz frutas em Minas, com destaque para produção de laranja e abacaxi. “Está em fase de implantação o primeiro trabalho de pesquisa em abacaxi na região” – afirma ele.
Outras frutas importantes produzidas na região são o maracujá, abacate e a manga e, em menor escala, o limão, tangerina, uva, goiaba, banana, caqui, figo e pêssego. Já em nível de Estado, as principais são laranja, banana, abacaxi, limão, tangerina e abacate. Hoje, o Estado de Minas Gerais importa mais do que exporta, apresentando uma balança comercial desfavorável. Segundo o pesquisador, além das frutíferas tradicionais o cerrado mineiro possui frutas nativas, naturalmente adaptadas às condições da vegetação, que podem ser exploradas sustentavelmente.
O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, atrás apenas da China e da Índia. Entre as frutíferas cultivadas no país destacam-se: laranja, banana, abacaxi, melancia, coco da baia, mamão, uva, maça, manga, limão, tangerina, maracujá, melão, goiaba, pêssego, abacate, caqui, figo e pera. A produção destina-se prioritariamente ao mercado nacional e apenas 3% das frutas colhidas são exportadas.
O pesquisador considera a fruticultura uma atividade bastante rentável quando comparada às outras atividades agrícolas. “Pode ser uma boa alternativa econômica quando os pomares são planejados para atenderem ao mercado de frutas “in natura” ou a demanda da indústria processadora de sucos e doces” – ressalta.
Ele acredita que o desenvolvimento bem planejado da fruticultura no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, diversificando as frutíferas cultivadas e aumentando a área plantada, pode contribuir muito para a economia regional. “Diversificar as atividades da propriedade é uma estratégia que possibilita a obtenção de receitas em diferentes épocas do ano” – destaca.
Para o pesquisador, o apoio técnico e científico da Epamig, instituições de pesquisas e universidades é fundamental no desenvolvimento dos cultivos já existentes e na avaliação de novas espécies frutíferas nas condições edafoclimáticas do cerrado mineiro. “Esse suporte possibilita gerar pesquisas direcionadas à atividade e garantir que o fruticultor tenha uma assistência técnica de qualidade. Essas são condições imprescindíveis para o desenvolvimento da fruticultura”, comenta.
Este ano, pesquisadores e produtores da região do Planalto de Araxá se reuniram em um Dia de Campo que tratou do potencial da região para o cultivo de oliveiras. Eles estudam a possibilidade de implantar experimentos na região, com atividades no Campo Experimental Araxá.
GERMINAÇÃO INVITRO ORQUÍDEAS - UBERABA
Orquídeas
A raridade e a dificuldade de obter mudas e fazer a propagação da orquídea eram os principais fatores do alto custo desta planta, durante muitos anos no Brasil. Devido aos trabalhos de multiplicação e germinação invitro, de alguns anos para cá ocorreu uma significativa queda no preço das orquídeas, que hoje ocupa o primeiro lugar no comércio das plantas envazadas. 
Os laboratórios que realizam este trabalho liberam grandes quantidades de mudas para os orquidários. O laboratório do Campo Experimental Getúlio Vargas, em Uberaba, já chegou a liberar de 10 mil a 12 mil mudas por mês.
Segundo o pesquisador Hélio Evaldo da Silva, hoje, esta prestação de serviço é realizada num volume bem menor. “Os orquidófilos trazem as sementes para fazermos esse trabalho. O processo inicia com a desinfestação das sementes e a semeadura in vitro para a germinação”, diz. A próxima etapa é de repicagem. “Colocamos muitas sementes em um único frasco. Por isso, depois de brotarem retiramos os brotos e os distribuímos em outros frascos para que a planta tenha maior espaço e ambiente para crescer”, explica.
Os frascos são levados para um ambiente controlado com temperatura de 25º, durante 16 horas no claro e oito horas no escuro. Só depois que as plantas atingem um determinado estado de desenvolvimento é que elas são entregues aos orquidofilos. Todo o procedimento é feito com bastante rigor para que não haja contaminação por meio de fungos e bactérias.
De acordo com o pesquisador, quando a planta sai do frasco, ela sofre um estresse grande, pois passa de uma condição ótima para uma condição adversa. “Essa é uma fase delicada de todas as plantas que são multiplicadas in vitro. É o momento em que ela sai do frasco do tubo de ensaio e que pode ser comparado com o nascimento de um bebê. Perdem-se grandes quantidades de plantas ou até todas se não tiver ambiente, substrato e iluminação adequados para as plantas se desenvolverem e florescerem”, alerta.
O pesquisador ressalta que uma diferença em relação às outras plantas é o fato da orquídea necessitar de um ambiente propício para se desenvolver, não sendo fácil cultiva-la isoladamente em casa, com exceção de algumas espécies do gênero faleolópes e alguns dendróbios que são de origem asiática. 
A orquídea é uma das famílias mais numerosas do reino vegetal, com 800 gêneros e 38 mil espécies nativas no mundo todo catalogadas. O interesse comercial é maior pelas plantas das espécies catiléias, nativas de clima tropical, no Brasil e na América do Sul.
Arroz
A pesquisa com melhoramento genético de arroz no Brasil e em Minas Gerais tomou impulso a partir de meados da década de 1970. Foi lançado um grande número de cultivares que revolucionaram a orizicultura no país, sendo que a obtenção de cultivares de terras altas de grãos agulhinha (longo-fino) tornou esse sistema de cultivo competitivo com o de várzea.                             Hoje, o Programa de Arroz possui vários experimentos no Campo Experimental Sertãozinho/Patos de Minas. Segundo o pesquisador Plínio Soares, a Epamig, em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão e a Universidade Federal de Lavras (UFLA), lançou em Minas Gerais, no período de 1975 a 2012, 30 cultivares de arroz, sendo 14 de sequeiro (terras altas) e 16 de arroz irrigado (várzea). “A produtividade média aumentou em cerca de 40%, além de introduzir cultivares tipo "Agulhinha" desenvolvidas para as condições de sequeiro do cerrado”, informa.
De acordo com o pesquisador, apesar dos avanços obtidos, acréscimos no potencial de produção de grãos estão cada vez menores, sobretudo para o arroz irrigado. “Dessa forma, os programas de melhoramento vêm adotando novas estratégias e uma delas é o uso de seleção recorrente como alternativa para elevar o nível de produtividade das futuras cultivares”, comenta. Para ele, o melhoramento assistido por técnicas de biologia molecular vai mais além, visando eventos transgênicos que resultem em tolerância a moléculas herbicidas, tolerância ao ataque de pragas, resistência ao estresse hídrico, dentre outras possibilidades.
Tanto para o arroz de terras altas quanto para o irrigado, o papel da pesquisa, notadamente na área de melhoramento genético com geração de melhores cultivares, é fundamental para incrementar a produção e a produtividade do arroz em Minas Gerais. O resultado é o aumento da renda dos orizicultores e da receita em Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços/ICMS do Estado, além de tornar Minas Gerais e o país menos dependentes de importações deste cereal, para atender à demanda interna, cada vez maior.

REGINÉRIO FARIA
TRANSFERÊNCIA E DIFUSÃO DE TECNOLOGIAS
A divulgação científica, a transferência e a difusão de tecnologia junto aos agricultores, principalmente os familiares, é de extrema importância para a indução do inconsciente coletivo à compreensão pública de que as inovações tecnológicas poderão visualizar novos nichos de produtos. E mais: fazer com que a atividade agropecuária alcance a sustentabilidade socioambiental e econômica, o que, consequentemente, viabilizará sua permanência no meio rural.  Quem afirma é o coordenador de difusão e transferência de tecnologia da Epamig Triângulo e Alto Paranaíba, Reginério Soares Faria.
Segundo ele, a transferência e a difusão pela Epamig objetivam levar ao produtor rural, tecnologias e inovações resultantes das pesquisas, respeitando as características do sistema produtivo de cada agricultor. 
Também oferecem processos de gestão alternativa para o seu empreendimento, que traduzam em produção sustentável, bem como em novas opções de atividades produtivas que se enquadrem dentro das suas características e das características de sua propriedade, apresentando viabilidade econômica. Estas ações visam à permanência do agricultor no meio rural, com crescimento econômico e qualidade de vida” - ressalta.
De acordo com Reginério Soares, nos últimos quatro anos foram realizadas 1.377 ações de transferência e difusão de tecnologia na região da Epamig Triângulo e Alto Paranaíba - uma média anual de 344. Elas aconteceram nos campos experimentais, junto com instituições parceiras, escolas de ensino médio e superior, e se desdobraram em dias de campo, palestras, visitas técnicas, mídia, distribuição de cartilhas, folders e publicações dirigidas a cada público específico.
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