28 de maio de 2017

CONTA-GOTAS...NOTÍCIAS

OLHARES
Organizados por centrais sindicais, os protestos realizados em Brasília dia 24 de maio ainda provocam debates acirrados. Opiniões são divergentes até entre aqueles que estavam na Esplanada dos Ministérios – tipo sindicalistas nas ruas e os parlamentares em votações no Congresso Nacional. Confrontos e depredações culminaram com a convocação do Exército... o que puxou novos embates


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MANCHETES
Crise política não sai das páginas dos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo 
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PRA NÃO DIZER QUE NÃO SE 
FALOU DE FLORES
A LINDÍSSIMA CATTLEYA NOBILIOR
Duas espécies de orquídeas que, apesar do desmatamento, dos incêndios e também da coleta ilegal, sobrevivem e se espalham mundo afora, graças ao trabalho de pesquisadores, produtores e colecionados, estiveram no foco de um evento em Uberaba: a V Conferência dos Produtores e dos Colecionadores de Cattleya nobilior e Cattleya walkeriana, que aconteceu de 26 a 28 de maio.
Evento também teve novidades, tipo uma exposição de ilustrações botânicas em aquarela de Alessandro Cândido, artista de Curitiba, PR, e o lançamento do livro “Orquídea - Cultivo e Manutenção”, de Luiz Carlos Marquez Valentini. E ainda: o tradicional leilão de matrizes especiais, onde a divisão de uma matriz renomada pode ultrapassar facilmente os R$ 100 mil. Evento foi organizado pelas empresas Orchid Brazil e Orquídeas Terra.
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GUILHERME MARINHO X JOSÉ CARLOS FERNANDES
Fervura
COORDENADOR DE APOIO ÀS PROMOTORIAS DO PATRIMÔNIO PÚBLICO SAI EM DEFESA DA DELAÇÃO PREMIADA 
José Carlos Fernandes participou de debate com o professor da PUC, advogado Guilherme Marinho
O clima esquentou durante debate promovido pela Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, no programa Palavra Aberta, sobre a tão falada delação premiada.
Na defesa do instrumento jurídico, amplo e irrestrito, estava o promotor de Justiça José Carlos Fernandes Júnior, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais/CAOPP.
Segundo ele, a delação – que chamou de cooperação premiada, é um instrumento previsto no ordenamento jurídico brasileiro e aplicado em vários países considerados de primeiro mundo. “Ela só atende aos interesses da comunidade” – disse José Carlos.
Declaração foi contestada  pelo advogado criminalista e professor de Direito Penal na PUC/Minas, Guilherme Marinho – um crítico ferrenho da atuação do Ministério Público na delação envolvendo os donos da JBS/Friboi, os irmãos Joesley e Wesley Mendonça Batista.
Na opinião do debatedor, a ação da Procuradoria-Geral da República tem que ser revista pelo Supremo Tribunal Federal. “O MP faz o que quer numa delação, inclusive concedendo benefícios absurdos como os que foram dados aos donos da JBS” – reagiu Guilherme Marinho.
José Carlos Fernandes não poupou argumentos para defender a delação premiada, inclusive a que foi acertada com Joesley e Wesley Batista, que se livraram da denúncia do MP e ganharam liberdade para viver no exterior.
Observou que as delações são apuradas, e que os delatores, quando mentem sobre informações passadas na investigação, sofrem penalidades. Quanto ao caso específico que tanta polêmica tem causado Brasil afora, o promotor de Justiça disse que se trata de uma ação diferenciada, visto que “coloca no banco dos réus” o presidente da República.
A delação da JBS é a oportunidade de mostrar que todos são iguais perante a lei” – ressaltou José Carlos Fernandes.

NO CERNE DA POLÊMICA
Delação da JBS/Friboi agitou Uberaba – onde José Carlos Fernandes atuou por quase 20 anos como titular da 15ª Promotoria e no comando da Coordenação Regional das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do Triângulo Mineiro.
Entre os delatores está o uberabense Ricardo Saud, executivo da JBS, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Uberaba na administração do então prefeito Anderson Adauto.
Saud aparece em vídeos confirmando a entrega de malas de dinheiro, em acusações que envolvem, inclusive, o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB). Termo de Pré-Acordo de Colaboração Premiada prevê que a Procuradoria-Geral da República não ofereceria denúncia contra os dois irmãos e sócios, enquanto Ricardo Saud não cumpriria mais do que quatro anos de prisão em regime domiciliar diferenciado. Todos foram liberados para viver no exterior.
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EMOÇÕES
Casamento comunitário 2017 de Uberaba oficializou a união entre 46 casais – em evento marcado por emoções à flor da pela. Para participar da ação coletiva, a pessoa precisa morar em Uberaba por no mínimo três anos, e comprovar o rendimento familiar de até, no máximo, dois salários mínimos.
Fotógrafo Neto Talmeli, da Secretaria Especial de Comunicação Social/Prefeitura de Uberaba, registrou momentos inesquecíveis, como este, da foto acima
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CINCO ANOS DEPOIS
Código Florestal relatado pelo prefeito de Uberaba foi lembrado em audiência pública
Relator do Código Florestal Brasileiro, o ex-deputado federal e hoje prefeito reeleito em Uberaba, Paulo Piau - 1º à direita, foi convidado especial da audiência pública que comemorou dia 25 de maio os cinco anos de aprovação da matéria, agora lei 12.615/2012. Evento foi realizado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados (Capadr) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Aprovada na Câmara em abril de 2012 por 274 votos contra 184 – depois de passar pelo Senado -, e sancionada em maio do mesmo ano, a matéria ainda hoje é considerada uma vitória para os agropecuaristas – cujo segmento tem ajudado a segurar as pontas da economia brasileira.
O presidente da Capadr, deputado Sérgio Souza (PMDB/PR), apresentou pessoalmente o requerimento para que Paulo Piau estivesse presente na audiência em Brasília.
Para o presidente da FPA e membro da Capadr, deputado federal Nilson Leitão, o Código Florestal surgiu num momento em que o Brasil tinha grande necessidade de regras sobre o tema. “É preciso que parem de interpretar a legislação de várias formas. Não podem transformar o Código Florestal em uma lei interpretativa. Ela é aplicável e foi muito bem escrita”, disse ele na audiência.
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28/09/2015 - PARTE DOS HISTÓRICOS QUE DEIXARAM O PSDB POSA PARA FOTO
NA PORTA DO CARTÓRIO, APÓS DESFILIAÇÃO EM MASSA
Encrenca pouca é bobagem
PSDB DE UBERABA NA ORDEM DO DIA
Delações dos executivos da JBS/Friboi contra o ex-governador de Minas Gerais e candidato a presidente da República em 2014, Aécio Neves, caíram feito bomba atômica em Uberaba – cidade onde ele costuma (ou costumava...) frequentar, e onde tem (ou tinha...) amigos muito próximos.
Entretanto, as delações, que culminaram com seu afastamento do cargo de senador e a renúncia da presidência nacional do PSDB, não são as únicas encrencas que andam rondando o tucanato de Uberaba.
Sem comando desde 17 de maio deste ano, o partido provoca um tremendo ti-ti-ti nos bastidores políticos – e não-políticos também. Tirado das mãos dos tucanos históricos, e entregue a um grupo “de fora”, o partido se esvaziou com a revoada de dezenas de filiados, a maioria deles para o PSD.
O comando da comissão executiva provisória foi transferido em 2015 para o empresário, administrador de empresas, economista e engenheiro civil Karim Abud Mauad, e até o fechamento desta edição de Conta-Gotas...Notícias não se tinha informações sobre uma recondução dele à presidência.
Tidos e havidos – até então, como amigos próximos de Aécio Neves, os históricos não pouparam críticas contra ele, na época. Na edição de 9 de agosto de 2015 este blog publicava nota intitulada “Aécio Neves cospe no prato que comeu”, em alusão às queixas destes “amigos antigos”.
A situação se complicou na campanha de 2016 quando o partido pré-lançou o vereador Samir Cecílio (recém-filiado) ao cargo de prefeito, e em seguida, a vice-prefeito na chapa liderada pelo deputado estadual Antônio Lerin (PSB). Não teve argumento de liderança estadual ou nacional que fizesse o comando municipal mudar de ideia. E olha que não faltaram lideranças estaduais e nacionais visitando Uberaba para defender o apoio à reeleição do prefeito pemedebista Paulo Piau!
No final das contas, Paulo Piau foi reeleito no primeiro turno com 55,30% dos votos, enquanto a chapa Lerin/Samir ficou em segundo lugar com 25,72%.
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