6 de abril de 2018

CONTA-GOTAS...NOTÍCIAS


Eleitores em destaque
Termina dia 09/04, segunda-feira, o prazo para o eleitor tirar o título, transferir o domicílio eleitoral, solicitar transferência para uma seção de fácil acesso e regularizar a situação perante a Justiça Eleitoral antes das eleições 2018. Prazo vale ainda para o eleitor que faltou três vezes e não justificou a ausência na urna regularizar sua situação.
Biometria
Também é o prazo final para comparecimento dos eleitores que quiserem fazer o recadastramento biométrico – apesar de o procedimento ainda não ser obrigatório na maioria das cidades mineiras, como em Belo Horizonte, por exemplo.
Regularização
Por outro lado, em algumas cidades, onde o recadastramento biométrico é obrigatório (caso de Betim, Contagem, Uberaba e Uberlândia), o eleitor que não compareceu para a revisão eleitoral deve procurar o cartório de sua cidade, também até 09/04, para regularizar a situação e poder votar em outubro de 2018.

Candidatos em destaque
Dia 07/04/2018, sábado, seis meses antes das eleições, todas as pessoas que pretendam candidatar-se a cargo eletivo em outubro devem estar com o domicílio eleitoral devidamente registrado na circunscrição pela qual desejam concorrer. E mais: com a filiação deferida pelo partido.
Com cargos
Também nesta data os parlamentares não podem mais mudar de legenda, sob pena de perderem o mandato. A janela partidária concedendo o direito da mudança sem risco de perda do cargo teve duração de 30 dias – até meia-noite de 06/04.


JOÃO RIPPOSATI, MARCOS MONTES E PAULO PIAU COMEMORAM A VITÓRIA DA
DOBRADINHA PIAU/RIPPOSATI NO PRIMEIRO TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2016
(FOTO: MARCO AURÉLIO FERREIRA CURY)
Desincompatibilização 
O afastamento obrigatório de um candidato a cargo eleitoral tem prazos que variam de três a seis meses antes da eleição. Algumas situações chamam a atenção em Uberaba, entre elas, a que envolve o vice-prefeito e agora ex-presidente interino da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande/Cohagra, João Gilberto Ripposati.
Garantia
Ele não precisa deixar a vice-prefeitura, mas tem prazo pra se afastar da Cohagra - seis meses antes da eleição. E foi isso mesmo que Ripposati fez dia 06/04.

Ajeitamentos
Vale ressaltar que a candidatura de Ripposati não fazia parte dos planos originais da base aliada do prefeito reeleito em primeiro turno, Paulo Piau (MDB), e não estava nos projetos do PSD – que integra a base. E assim, o vice-prefeito deixou o PSD e se filiou ao PTB, também da base.  

Bolsonaro neles...
Com vigência até 07/04/2018, e portanto, neste sábado, o diretório municipal do PSL de Uberaba reuniu imprensa e aliados para anunciar algumas novas filiações, entre elas, do presidente do Sindicato Rural de Uberaba, Romeu Borges, que sonha com uma cadeira na Câmara dos Deputados. Evento contou com a presença do presidente do PSL/MG, deputado federal Marcelo Álvaro.
Cargo fantasma
Presidido em Uberaba por José Luiz Alves – primeiro amigo do ex-deputado federal e ex-prefeito Anderson Adauto, o PSL do deputado federal do Rio de Janeiro, presidenciável Jair Bolsonaro, tem entre os membros da executiva de Uberaba anotada na Justiça Eleitoral o padre José Lourenço da Silva Júnior – padre Júnior, que aparece como líder da bancada. Acontece que o PSL não tem bancada de vereadores em Uberaba.
Que sufoco!
Se o PSL de Uberaba não tem bancada de vereadores, o mesmo não se pode dizer de concorrentes a líderes da mobilização pró-Bolsonaro. Pelo menos uns quatro ou cinco andam insatisfeitos, pois acreditam que merecem o título de articulador-mor da candidatura do presidenciável em Uberaba. 

Suspensos
E agora são quatro os partidos suspensos por falta de prestação de contas em Uberaba: o Podemos e o PMN foram incluídos na lista, e fazem companhia para o PPL presidido pelo empresário e pré-candidato declarado a deputado federal, Gledston Moreli – o Dê da Só Faróis, e para o PR – ainda oficialmente presidido por Mário Vilmair, mas que já anunciou a mudança para o vereador Kaká Carneiro. 
O PMN é presidido por Lawrence Borges, enquanto a executiva provisória do Podemos continua presidida por Fernando Diógenes – segundo anotação na Justiça Eleitoral, em que pesem as informações de que a legenda passou a ser comandada por Gleibe Terra Júnior – oficialmente secretário-geral.


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Pra todos os gostos
20 QUEREM PRESIDIR O BRASIL
Fotos: Páginas oficiais no Facebook
Apoio Redação: Gazeta do Povo
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Álvaro Dias
Senador, Podemos
Álvaro Fernandes Dias, nascido em 07/12/1944, historiador, tem quase meio século de vida pública. É senador paranaense pelo Podemos e tenta pela segunda vez se viabilizar como candidato a presidente da República. Na primeira, em 1989, foi pré-candidato pelo PMDB e acabou preterido por Ulysses Guimarães. Antes de chegar ao Senado, foi deputado estadual, federal e governador do Paraná (1987-1991). Após passar por seis diferentes legendas (PMDB, PST, PP, PSDB, PDT e PV), participou em 2017 da criação do Podemos, partido que nasce da renomeação do PTN, de 1945. Álvaro ganhou fama como um dos mais ferrenhos opositores às gestões Lula e Dilma Rousseff, do PT, e pela atuação como líder do PSDB e da oposição. Teve destaque durante a CPI dos Correios, que investigou o mensalão, e a CPI do Futebol. Um dos motivos para deixar o PSDB foi o descontentamento com a impossibilidade de realização de prévias internas para a escolha de candidatos a presidente pela sigla. Tem se dedicado a atrair personalidades de peso, com os ex-jogadores Romário, que também é senador pelo Rio de Janeiro.

Ciro Gomes
Ex-governador do Ceará, PDT
Ciro Ferreira Gomes, nascido em 06/11/1957, advogado, nasceu em Pindamonhangaba (SP), mas mudou-se ainda criança para Sobral (CE). É formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará e também cursou Economia na Harvard Law School. Construiu sua carreira política como deputado estadual (1983-1988), prefeito de Fortaleza (1989-1990) e governador do Ceará (1991-1994). Em Brasília foi ministro da Fazenda no governo Itamar Franco (1994–1995) em plena implantação do Plano Real e ministro da Integração Nacional no governo Lula (2003–2006). Também exerceu um mandato de deputado federal (2007-2010). Já passou por sete partidos ao longo de 37 anos de vida pública. Começou no PDS, que sucedeu a Arena, legenda que dava sustentação ao regime militar. Depois passou por PMDB e ajudou a fundar o PSDB ao lado de Tasso Jereissati. No ninho tucano elegeu-se prefeito e governador do estado. Migrou mais tarde para o PPS, partido pelo qual concorreu à Presidência da República em duas eleições, em 1998 e 2002 – nesta última fez mais de 10 milhões votos, mas terminou em quarto lugar. Em 2005 filiou-se ao PSB, depois passou para o Prona e desde 2015 está no PDT.

Cristovam Buarque
Senador, PPS
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque, nascido em 20/02/1944, engenheiro mecânico, economista e professor universitário, nasceu no Recife (PE), mas reside em Brasília desde 1979. É engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Pernambuco e tem doutorado em Economia pela Universidade de Sorbonne (França). Trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) entre 1973 e 1979, tendo ocupado postos no Equador, Honduras e EUA. De volta ao Brasil, passou a dar aulas na Universidade de Brasília. Foi reitor da UnB de 1985 a 1989. Filiou-se ao PT em 1990, sigla pela qual concorreu e venceu a eleição para o governo do Distrito Federal em 1995. Lá, criou o Bolsa-Escola, o programa de transferência de renda que garantia um salário para cada criança matriculada no colégio e originou o Bolsa-Família. Em 2002, foi eleito ao Senado e logo depois assumiu o Ministério da Educação no primeiro governo Lula. Deixou a Esplanada dos Ministérios e o PT após divergências e filiou-se ao PDT. Pelo novo partido, disputou a Presidência da República em 2006 com uma plataforma voltada à educação, mas recebeu apenas 2,6 milhões de votos. Foi reeleito senador nas eleições de 2010 pelo Distrito Federal e desde 2016 está filiado ao PPS.

Fernando Collor
Senador, PTC
Fernando Affonso Collor de Mello, nascido em 12/08/1949, jornalista e economista,
foi o primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, em 1989, vencendo Lula (PT) na disputa e usando o mote de "caçador de marajás". Quando assumiu, em 1990, foi o presidente mais jovem da história do Brasil. Mas, seu mandato durou pouco mais de dois anos: ele foi afastado temporariamente e foi o primeiro comandante do Executivo a sofrer um processo de impeachment. Seu governo foi marcado por denúncias de corrupção, feitas inclusive por seu próprio irmão. O esquema de corrupção havia sido montado pelo seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, e teria movimentado mais de US$ 1 bilhão dos cofres públicos e teria como beneficiários figurões do alto escalão do governo. Além disso, os planos econômicos montados por sua equipe – Collor I e Collor II – fracassaram: não trouxeram estabilidade à economia que sofria com a hiperinflação e ainda culminaram com o confisco do dinheiro da poupança. Na época, houve uma grande mobilização popular, sobretudo do movimento estudantil, que ficou conhecida como caras-pintadas: era a população indo às ruas protestar contra o presidente. Collor sofreu o processo de impeachment, ficou inelegível por oito anos, mas seu processo por corrupção passiva acabou arquivado no STF por falta de provas de sua ligação com o esquema de PC Farias. Collor voltou à vida pública em 2007, quando iniciou o mandato de senador por Alagoas, para o qual foi reeleito em 2015. Alvo da Lava Jato – ele é acusado de ter recebido R$ 29 milhões em propinas pela suposta influência política na BR Distribuidora – ele anunciou a intenção de disputar as eleições presidenciais em janeiro de 2018. Segundo Collor, ele seria uma opção mais moderada, não se colocando nos extremos do campo político, e ainda tem a vantagem em relação a outros candidatos por já ter sido presidente e ser conhecido da população.

Flávio Rocha
Presidente da Riachuelo, ex-deputado federal, PRB

Flávio Gurgel Rocha, nascido em 14/02/1958, empresário, é dono das Lojas Riachuelo, e admite que poderá ser candidato a presidente na eleição de outubro. Fundador e principal expoente do Movimento Brasil 200, que defende o liberalismo econômico e o conservadorismo nos costumes, Rocha afirma que eventualmente pode concorrer ao Planalto se não surgir um candidato que assuma a agenda de seu grupo – algo que, segundo ele, até agora não ocorreu. O empresário tentou ser presidente da República em 1994; tinha 36 anos e dois mandatos como deputado federal, durante os quais participou da formulação da Constituição de 1988. O Partido Liberal o apoiou a princípio, mas acabou recuando e entrando para a coligação que elegeria Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Geraldo Alckmin
Governador de São Paulo e presidente nacional do PSDB
Geraldo José Rodrigues Alckmin, nascido em 07/11/1952, médico, é um nome conhecido dos brasileiros. O médico seguiu uma carreira tradicional na política: costuma brincar que entrou no ramo “por acaso”, quando foi eleito para o cargo de vereador pelo MDB, em Pindamonhangaba, em 1972. De lá para cá, ele não saiu mais da vida pública. Foi prefeito, deputado estadual e deputado federal, cargo que ocupava quando ‘trocou de partido’ – ele foi um dos fundadores do PSDB. No Legislativo, ele foi o autor do projeto de lei que acabou virando o Código de Defesa do Consumidor. Em 1994, ele era o vice da chapa eleita para o governo do estado de São Paulo, comandada por Mário Covas. A dupla foi reeleita em 1998. Em 2001 precisou assumir o governo paulista por causa da morte precoce de Covas. Foi governador do estado até 2006, quando abriu mão do cargo para disputar a presidência pela primeira vez. Alckmin foi derrotado no segundo turno que disputou com o petista Luiz Inácio Lula da Silva, na época do escândalo do mensalão. Ele ainda sofreu outras duas derrotas para cargos do Executiva: perdeu a disputa da prefeitura de São Paulo em 2000 e em 2008. Desde 2010, é o governador de São Paulo. Discreto, seu nome é envolvido em poucas polêmicas. Recentemente, foi citado na delação da Odebrecht como beneficiário de R$ 10 milhões em caixa 2. O STJ também recebeu um inquérito sigiloso contra o tucano, aberto pelo Ministério Público Federal. O processo corre em segredo de justiça. Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB e já foi lançando como o pré-candidato “preparado para o Brasil”.

Guilherme Boulos
Militante do MTST, PSOL
Guilherme Castro Boulos, 36 anos, professor e escritor, é coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Nasceu em São Paulo (SP) e é filho de uma família abastada. Seu pai é um dos mais renomados infectologistas do país, Marcos Boulos, professor de Medicina na Universidade de São Paulo (USP). O próprio Guilherme Boulos tem sólida formação superior: é graduado em Filosofia pela USP, tem especialização em Psicologia Clínica pela PUC-SP e mestrado em Psiquiatria pela USP. Na adolescência, se envolveu com o movimento estudantil da União da Juventude Comunista. Aos 19 anos, saiu de casa para viver num acampamento de sem-teto. Sob seu comando, o MTST cresceu e se tornou um dos principais movimentos sociais do país. Boulos manteve a coerência com a causa que abraçou: vive com a mulher e suas duas filhas num bairro da periferia de São Paulo. A atuação líder dos sem-teto o tornou uma referência para a esquerda. Ele então passou a ser cotado para disputar a Presidência.

Henrique Meirelles
Ministro da Fazenda, MDB 
Henrique de Campos Meirelles, nascido em 31/08/1945, executivo do mercado financeiro, presidente do Banco Central nos oito anos de governo Lula e ministro da Fazenda desde a posse de Michel Temer. Era filiado ao PSD, mas ingressou no MDB e deixou o cargo para se candidatar.  Está procurando se credenciar como responsável pela recuperação da economia. Na época da eleição, o país deve ter PIB em alta, inflação relativamente controlada e taxa básica de juros em níveis historicamente baixos. Mas o desemprego, embora diminuindo, ainda estará elevado, com perto de 10 milhões de pessoas sem ocupação, o que pode enfraquecer o discurso de Meirelles. Admitindo-se “presidenciável”, ele tenta ganhar visibilidade: aproximou-se dos evangélicos e contratou uma equipe para filmar seus compromissos públicos. Mas carregará o peso de tentar implementar medidas amargas como a reforma da Previdência. Bem visto no mercado financeiro, Meirelles não é exatamente popular entre o eleitorado. Parte de um patamar baixo nas pesquisas de intenção de voto (2%) e espera chegar a 5% até março, quando terá de deixar o cargo se decidir concorrer à Presidência.

Jair Bolsonaro
Deputado federal, PSL
Jair Messias Bolsonaro, nascido em 21/03/1955, militar reformado, deputado federal em seu sétimo mandato, vem ganhando espaço no cenário nacional e consolidando uma pré-candidatura à Presidência da República graças às suas posições nacionalistas e conservadoras, além das críticas contumazes ao comunismo e à esquerda. Bolsonaro ocupou um espaço que estava vago na extrema-direita brasileira. O parlamentar do Rio de Janeiro defende o regime militar  já deu inúmeras declarações controversas. A trajetória do deputado militar é marcada por polêmicas: são constantes os atritos com outros colegas parlamentares, principalmente aqueles de partidos mais à esquerda – basta lembrar que ele já foi condenado por ter dito que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Para consolidar o sonho de ser candidato, ele se filiou ao PSL.

João Amoêdo
Empresário, NOVO
João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo, nascido em 22/10/1962, empresário e ex-banqueiro, é formado em administração de empresas e em engenharia e já atuou em diversas instituições financeiras. Atualmente é membro do Conselho de Administração da João Fortes. Amoêdo foi um dos fundadores do Partido Novo e presidiu a legenda de setembro de 2015 a junho deste ano. Ele deixou o cargo para poder concorrer nas eleições de 2018, já que o estatuto do partido proíbe que dirigentes partidários concorram a cargos eletivos. Entre as propostas que Amoêdo defende estão liberdades individuais, diminuição do papel do Estado e investimento em educação básica. O pré-candidato já disse ser favorável a programas sociais como o Bolsa Família, desde que tenham uma “porta de saída”. Amoêdo possui uma relação próxima com economistas das gestões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, como os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco – este último deixou o PSDB para se filiar ao Partido Novo.

João Vicente Goulart
Ex-deputado estadual, PPL
João Vicente Goulart, nascido em 22/11/1956, filósofo, é filho do ex-presidente João Goulart, deposto pela ditadura militar em 1964. Ele tem dedicado a vida à memória do pai – é presidente do instituto que leva o nome de Jango e escreveu um livro sobre a vida no exílio do ex-presidente. Exerceu apenas um mandato eleitoral, como deputado estadual pelo PDT do Rio Grande do Sul, em 1982. Também associa ao pai a plataforma de sua candidatura e fala em relançar as “reformas de base”, conjunto de medidas consideradas “socializantes” propostas por Jango nos anos 1960. O partido de João Vicente tem origem no antigo MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), grupo que defendeu a luta armada logo após a ditadura, mas que, a partir dos anos 1980, virou braço auxiliar do MDB, e depois do PMDB. O presidente nacional da legenda é o ex-guerrilheiro Sérgio Rubens.

Joaquim Barbosa
Ex-ministro do STF, do PSB
BLOG CONTA-GOTAS NÃO LOCALIZOU PÁGINA OFICIAL RECENTE DE JOAQUIM BARBOSA
Joaquim Benedito Barbosa Gomes, nascido em 07/10/1954, advogado, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – indicado por Lula (PT), se filiou ao PSB, que defende uma aliança com a ex-ministra Marina Silva de vice. O deputado federal Alessandro Molon (RJ), que trocou a Rede pelo PSB recentemente, é um dos que articulam essa aliança. Marina, no entanto, tem dito que será candidata à presidência pela Rede Sustentabilidade. Joaquim Barbosa se aposentou no ápice da carreira, em 2014, quando ocupava a cadeira de presidente do STF.  Ele foi um dos ministros como passagem mais marcante pela corte. Em parte, porque relatou o primeiro grande processo de corrupção do país, o mensalão, no qual pediu a condenação de 40 réus. Também protagonizou alguns dos debates mais acalorados do Supremo. Seu temperamento forte e muitas vezes ríspido, levantou críticas no mundo do Direito – a ponto de a OAB do Distrito Federal negar sua inscrição como advogado após a saída do STF. Barbosa é mineiro, nasceu em 1954, e se formou em Direito em 1979 pela Universidade de Brasília. Fez mestrado e doutorado na França, e foi membro do Ministério Público Federal de 1984 até 2003. Ele decidiu sair da corte antes da idade de aposentadoria compulsória, algo incomum entre ministros do Supremo.

Levy Fidelix
Empresário e presidente do PRTB 
José Levy Fidelix da Cruz, nascido em 27/12/1994, empresário, presidente do PRTB, Levy Fidelix, lançou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2018. O candidato comanda a legenda desde 1994, quando ela foi criada, e controla o destino de R$ 5,3 milhões do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral destinados ao PRTB nesse ano. Levy Fidélix já disputou, sem sucesso, 11 eleições desde a década de 1980. No pleito desse ano, diz esperar ter entre 3 e 4 milhões de votos para a presidência. Além de político, é empresário, publicitário e jornalista. Na última eleição para a Presidência, Fidélix causou polêmica por declarações homofóbicas durante um debate na televisão. No ano passado, ele foi condenado pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo a pagar uma multa de R$ 25 mil pelas declarações polêmicas.

Lula
Ex-presidente, PT
LULA ESTÁ PRESO, MAS NÃO É ISSO QUE IMPEDE SUA CANDIDATURA, MAS SIM, O FATO DE
TER SIDO CONDENADO POR UM COLEGIADO DE MAGISTRADOS, NO CASO O TRF4
Luiz Inácio Lula da Silva, nascido em 06/10/1945, metalúrgico, foi presidente do Brasil por dois mandatos, de 2003 a 2010, e conseguiu eleger sua sucessora, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por dois mandatos – o último acabou sendo interrompido pelo impeachment. Quando metalúrgico, foi sindicalista e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). O ex-presidente ainda não é nome confirmado na disputa presidencial. Condenado em segunda instância, ele foi atingido pela Lei da Ficha Limpa.  O petista foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro e teve a condenação confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês. Lula ainda responde a outros seis processos em primeira instância – em Curitiba e em Brasília. Também há uma denúncia contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) aguardando análise dos ministros e outra em primeira instância, por obstrução de Justiça. As denúncias são de corrupção e lavagem de dinheiro durante os anos em que esteve no poder e dizem respeito às operações Zelotes e Lava Jato.

Manuela D’Ávila
Deputada estadual, PCdoB
PÁGINA DO PC DO B É TAMBÉM OFICIAL DE MANUELA D`ÁVILA
Manuela Pinto Vieira D’Ávila, nascida em 18/08/1981, jornalista, nasceu em Porto Alegre (RS). É filha de uma juíza e de um engenheiro. Formou-se em Jornalismo pela PUC-RS. Também cursou Ciências Sociais na UFRGS, mas não concluiu essa graduação. Ingressou na política por meio do movimento estudantil, na União da Juventude Socialista (UJS) – um braço do PCdoB, partido ao qual está filiada até hoje. Integrou a direção nacional da UJS e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 2004, foi eleita vereadora de Porto Alegre. Dois anos depois, venceu a eleição para a Câmara dos Deputados, com a maior votação no Rio Grande do Sul para o cargo. Reelegeu-se em 2010. No Congresso, relatou o Estatuto da Juventude – lei que garante direitos aos jovens. Também teve atuação de destaque na defesa de minorias. Disputou duas vezes a prefeitura de Porto Alegre: em 2008 (terceira colocada) e 2012 (segunda mais votada). Em 2016, era considerada uma das favoritas, mas desistiu de tentar ser prefeita para cuidar da filha recém-nascida. Atualmente, exerce o mandato de deputada estadual no Rio Grande do Sul.

Marina Silva
Ex-senadora, Rede
Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima, nascida em 08/02/1958, historiadora,
nasceu num seringal do Acre. É filha de um seringueiro e uma dona de casa. Viveu até os 15 anos numa palafita. Mudou-se para a área urbana de Rio Branco, e trabalhou de empregada doméstica. Alfabetizou-se aos 16 anos. Formou-se em História e trabalhou como professora. Teve inúmeros problemas de saúde: malária, contaminação por mercúrio, leishmaniose, hepatite. Chegou a correr risco de morte em 1997. Após sobreviver a esse episódio, virou evangélica, deixando o catolicismo. Ajudou a fundar a CUT no Acre. Em 1986, filiou-se ao PT. Elegeu-se vereadora (1988), deputada estadual (1990) e senadora (1994, 2002 e 2008). Licenciou-se do Senado em 2003, quando assumiu o Ministério do Meio Ambiente do governo Lula. Deixou a pasta em 2008 por divergências com Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Em 2009 migrou para o PV, sigla pela qual concorreu à Presidência em 2010, ficando em 3.º lugar. Em 2014, disputou novamente o Planalto pelo PSB, repetindo a 3.ª posição. Agora está na Rede, o partido que fundou. É casada pela 2.ª vez e tem 4 filhos.

Michel Temer
Presidente da República, MDB
Michel Miguel Elias Temer Lulia, nascido em 23/09/1940, advogado, com níveis baixíssimos de aprovação popular, começou a falar em reeleição com a melhoria da economia e a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A tranquilidade durou pouco. A Operação Skala, que apura supostas irregularidades na edição do Decreto dos Portos, caiu feito uma bomba no sonho de Temer com a prisão de  empresários e ex-agentes públicos, entre eles, o advogado José Yunes, amigo do presidente há mais de 50 anos e ex-assessor dele na Presidência, o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, também coordenador de campanhas eleitorais de Temer, e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, pai do líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP). Prisões foram revogadas, mas o estrago já está feito.

Paulo Rabello de Castro
Presidente do BNDES, PSC
Paulo Rabello de Castro, nascido em 04/01/1949, economista. Desconhecido entre os eleitores, o carioca Paulo Rabello tem renome entre economistas. É mestre e doutor em Economia pela Universidade de Chicago, berço de defensores do livre mercado. Fundador da agência de classificação de risco SR Rating e da consultoria RC, Rabello foi nomeado por Michel Temer para a presidência do IBGE, onde ficou por um ano, até assumir o comando do BNDES em junho de 2017. Autor de livros como “O mito do governo grátis”, Rabello atraiu críticas de liberais por se manifestar contra a nova taxa de juros do BNDES, que limita o subsídio público a empresários. Também criou polêmica ao afirmar que o banco de fomento não tinha como devolver R$ 130 bilhões de que o Tesouro necessita para fechar as contas de 2017 e 2018. Em novembro de 2017 migrou do Partido Novo para o PSC, que com isso deixou em segundo plano a defesa de valores da família para reforçar o discurso de liberalismo econômico. Rabello diz que vai trabalhar para “higienizar” a política e citou o “antigo PFL” e Antônio Carlos Magalhães entre suas referências na política.

Rodrigo Maia
Deputado, presidente da Câmara, DEM
Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia, nascido em 12/06/1970, presidente da Câmara dos Deputados, é filho de César Maia, cuja fama o elegeu para a Câmara pela primeira vez em 1998, quando tinha 28 anos. Desde então sempre consegue a reeleição – já está no quinto mandato. E nunca chegou a ser um campeão de votos: entre os 46 deputados do Rio eleitos em 2014. Curiosamente, Rodrigo Maia é filiado ao DEM, um dos principais partidos de centro-direita do país – o oposto do comunismo do qual seu pai foi militante e que, indiretamente, levou ao nascimento do atual presidente da Câmara. Maia tem bom trânsito entre os comunistas do PCdoB.

Valéria Monteiro
Jornalista, PMN
A modelo, jornalista e apresentadora de televisão Valéria Monteiro, mineira de Belo Horizonte,  nasceu em 26 de março de 1965. Está em guerra com o próprio partido – o PMN, ao qual se filiou recentemente para se candidatar. A legenda distribuiu nota dizendo que não terá candidato próprio, mas a jornalista insiste que só a convenção pode decidir isso. Ela iniciou a carreira de jornalista em Campinas, numa afiliada da Rede Record. Em 1986 foi contratada pela Rede Globo, para apresentar o RJTV, depois atuou como âncora do Fantástico entre 1988 e 1991, em seguida comandou o Jornal Hoje. Foi a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional em 1992. Em 1993 voltou ao Fantástico. Em Janeiro de 1994, foi capa da revista Playboy. Em 1995 foi apresentadora do GNT Fashion. Depois atuou como atriz na minissérie Incidente em Antares. Em 1996 teve uma breve passagem pela Rede Manchete. Mudou-se para Nova Iorque com a filha Vitória, fruto da união com o diretor de telenovelas Paulo Ubiratan (morto em 1998 em decorrência de um infarto).
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